Um em cada cinco europeus já experimentou cannabis durante a sua vida e 13,4 milhões consumiram esta droga no último mês, revela um estudo do Observatório europeu das drogas hoje publicado.
O estudo de 700 páginas sobre a cannabis foi publicado por ocasião da Jornada Internacional da Luta contra a Droga. Os técnicos debruçaram-se sobre a evolução política, legislativa, económica, social, sanitária e médica face a esta droga.
Marrocos continua a ser o principal fornecedor de cannabis da Europa. Mas a Tailândia, Afeganistão, Paquistão, alguns Estados da Ásia central e da ex-União Soviética fornecem igualmente a Europa.
A cultura no "domicílio começou a mudar o rosto do mercado" europeu na última década, revela igualmente o estudo. Assim, em alguns países europeus, a produção local representa uma parte importante da oferta (mais de 50 por cento no Reino Unido).
O preço da resina de cannabis varia entre 1,4 euros por grama em Espanha e os 21,5 euros na Noruega.
Estados Europeus com leis muito diferentes
O trabalho sublinha a grande disparidade das leis entre Estados europeus, afirmando que uma eventual harmonização será "muito lenta".
Portugal despenalizou o consumo da droga em 2000 e o Luxemburgo substituiu a pena de prisão em 2001 por multas por consumo e posse de cannabis.
Pelo contrário, a Dinamarca (2004) com o encerramento do mercado livre da rua Pusher ou a Itália (2006) endureceram as respectivas legislações, e a Holanda retrocedeu parcialmente na sua politica liberal dos "coffee-shops".
Os países que aderiram à União europeia após 2004 têm leis mais duras, afirmam os peritos do observatório, baseado em Lisboa, que consideram os problemas ligados às drogas como menos importantes que o desemprego ou a pobreza, apesar de o consumo estar a aumentar rapidamente.


