Estatutos profissionais são "oportunidade para valorizar carreiras", diz Rui Pereira

30.06.2009 - 22:13 Por Lusa
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, considerou hoje que os estatutos profissionais da PSP e da GNR, que em breve serão aprovados em Conselhos de Ministros, são "uma excelente oportunidade para valorizar as carreiras" das forças de segurança.
Em conferência de imprensa destinada a fazer o ponto da situação dos estatutos profissionais da GNR e da PSP, que têm sido contestados pelos sindicatos e associações sócio-profissionais, Rui Pereira disse que "a valorização" das forças de segurança se vai traduzir num aumento dos suplementos, dos salários e do subsídio de fardamento.
Segundo o ministro, o suplemento por serviço nas forças de segurança vai passar de 14,5 para 20 por cento entre 2010 e 1012, aumento que se traduz na remuneração base, as tabelas salariais também vão aumentar "no prazo máximo de três anos" e o subsídio de fardamento vai quintuplicar em cinco anos.
O governante sublinhou que o novo estatuto representa "um investimento muito forte" nas forças de segurança e o Governo vai gastar cerca de 40 milhões de euros com os aumentos dos suplementos. Rui Pereira esclareceu que os novos diplomas não vão ser aprovados amanhã em Conselho de Ministros, acrescentando que serão "em breve".
"Como enviamos na segunda-feira a proposta aos sindicatos, seria muito em cima da reunião de Conselho de Ministros para se proceder a alguma alteração pontual que fosse sugerida", justificou, adiantando que o projecto actual "corresponde ao limite máximo de esforço financeiro que o Governo pode chegar". De acordo com o ministro, a proposta apresentada aos sindicatos e estruturas sindicais podem vir a sofrer "uma ou outra alteração pontual".
Rui Pereira sublinhou também que o estatuto profissional foi "revisto tendo em conta as propostas dos sindicatos" mas realçou que, "num processo de audição, algumas propostas são atendidas e outras não".
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), estrutura sindical mais representativa na PSP, já manifestou o desagrado quanto à proposta apresentada pelo Ministério da Administração Interna, considerando que houve "má-fé e vontade inequívoca de enganar os polícias por parte do Governo em todo o processo dito negocial". O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, pediu aos polícias para que utilizem os mecanismos legais ao seu dispor, pedindo férias e folgas, para faltarem ao trabalho quinta-feira como "forma de demonstrarem o descontentamento".
Também na quinta-feira os dirigentes da ASPP vão concentrar-se junto à residência oficial do primeiro-ministro, José Sócrates, e manifestar "indignação" quanto à proposta do MAI. Rui Pereira disse que os polícias devem manter nas acções de protesto uma atitude "responsável" e cumprir a lei.

