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Especialista defende medicina à distância

Espera para consultas pode ser reduzida com alargamento da telemedicina

30.05.2008 - 16:32 Por Lusa

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Eduardo Castela quer também desenvolver as redes de telemedicina com os países da CPLP Eduardo Castela quer também desenvolver as redes de telemedicina com os países da CPLP (Carla Carvalho Tomás (arquivo))
O presidente da Associação Portuguesa de Telemedicina, Eduardo Castela, defendeu hoje o alargamento da medicina à distância a todas as especialidades hospitalares, como forma de encurtar o tempo de espera para consultas. O especialista disse ainda que deveriam ser criadas redes de telemedicina com os países da CPLP.

O pioneiro das consultas de telemedicina em Portugal e especialista em cardiologia pediátrica falava no âmbito dos III Encontros de Telemedicina de Conímbriga, a decorrer hoje, durante os quais abordou a "Telemedicina trans-fronteiras".

Entre as vantagens da telemedicina apontadas pelo também director do Serviço de Cardiologia do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) estão o "encurtamento do período de espera para consultas" e o apoio aos clínicos instalados em zonas mais isoladas, como o interior do país. Outro dos desafios que se colocam à telemedicina em Portugal é a criação de uma entidade que "discipline e coloque algumas regras de uniformização do sistema", o que, na opinião de Eduardo Castela, "acabará por acontecer naturalmente, com o decorrer do tempo".

Eduardo Castela realça que, na região Centro, todos os hospitais distritais se encontram ligados por telemedicina ao serviço que dirige no HPC, o que permite, há uma década, não só a realização de consultas, mas também urgências de diagnóstico pré-natal de doenças cardíacas. O mesmo apoio é mantido pelo Pediátrico de Coimbra com o Hospital de Vila Real, em Trás-os-Montes, e, há cerca de oito meses, com o Hospital David Bernardino, em Luanda, prevendo-se, para breve, o seu alargamento à cidade do Mindelo, Cabo-Verde.

Em fase embrionária está a possibilidade de as crianças já consultadas através da telemedicina em Angola poderem ser também operadas no seu país, beneficiando do mesmo sistema.

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