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Presidente do primeiro Fórum Europeu de Obesidade

Especialista recomenda limitação do número de restaurantes de comida rápida

23.05.2008 - 13:15 Por Lusa

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O professor de nutrição a comida rápida faz tanto mal como o tabaco e o álcool O professor de nutrição a comida rápida faz tanto mal como o tabaco e o álcool (Paul J. Richards (arquivo))
Os governos europeus devem limitar o número de restaurantes de comida rápida, tal como controlam "vendas do álcool e tabaco", defendeu hoje o presidente do primeiro Fórum Europeu de Obesidade, Philip James, que decorre até amanhã, em Lisboa.

"Os governos deviam limitar o número de restaurantes de fast food nas cidades, tal como limita as vendas de tabaco e de álcool. A comida rápida faz tanto mal como esses produtos", referiu Philip James. Para o professor de nutrição britânico, as autoridades deveriam ainda "parar com a publicidade" ou adoptar o modelo francês, no qual os anúncios televisivos a cadeias de comida rápida são acompanhados pela mensagem sobre a necessidade de evitar gordura e açúcar.

Questionado sobre as opções das cadeias em servir sopas ou saladas, o autor do primeiro relatório sobre obesidade, em 1997, referiu que esses locais deveriam "tornar saudável a totalidade do menu". "Os governos deviam limitar o número, mas assegurar que os restaurantes de comida rápida são saudáveis. Tem que se introduzir medidas e percebe-se quando se está no bom caminho quando a indústria alimentar faz barulho. Se não fizer, é como a do tabaco, é porque estão satisfeitos", resumiu.

O também presidente do International Obesity Taskforce garantiu que a dieta tradicional portuguesa é adequada para manter o peso nos níveis saudáveis e repetiu os conselhos para uma alimentação com vegetais, fruta e peixe. "É necessário lembrar que só se usava sal em Portugal para preservar os alimentos, o que agora já não faz sentido, por isso deve-se evitar. Utilizava-se pouco açúcar, proveniente das colónias, e a gordura consumida era aquela que se encontra no peixe e é essa dieta que se deve seguir", recomendou Philip James.

O especialista sublinhou também como pequenas alterações no estilo de vida podem levar a "efeitos dramáticos" e que até agora eram desvalorizados pelos próprios médicos. "Novos estudos referem que a simples perda de três/quatro quilos, a redução do consumo do açúcar dos refrigerantes e uma caminhada de 30 minutos em passo rápido altera o metabolismo do fígado e reduz o risco da diabetes", referiu.

Também se poderá reduzir esse risco de diabetes em 1/4 e ganhar dois a cinco anos de vida com exercício regular quando se tem mais de 65 anos. "Os médicos nessa altura da vida muitas vezes dizem que se tem que relaxar, mas não é assim. Há provas dramáticas de efeitos na saúde da alteração dos estilos de vida aos 65 anos. Deve-se fazer exercício regular, como caminhadas ou sair para dançar. O que é preciso é que se divirtam", afirmou.

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