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Tribunal de Torres Novas

Esmeralda: Luís Gomes satisfeito com adiamento e Baltazar Nunes com substituição dos médicos

21.04.2008 - 13:17 Por Lusa

O sargento Luís Gomes, que tem a guarda da menor Esmeralda Porto, mostrou-se hoje satisfeito com o novo adiamento da entrega da criança ao pai. Este, Baltazar Nunes, diz-se satisfeito com a substituição dos médicos.
O tribunal adiou hoje por 90 dias o prazo de entrega da menor ao pai O tribunal adiou hoje por 90 dias o prazo de entrega da menor ao pai (Enric Vives Rubio (arquivo))

"Estou muito feliz com a decisão do adiamento da data de transição" e "penso que é uma mais-valia para a Ana Filipa (nome que o casal dá à menor Esmeralda Porto) e vai ao encontro da nossa defesa", afirmou o militar.

No entanto, Luís Gomes reclama "uma decisão de fundo que mantenha a menina numa situação mais duradoura", junto do casal.

"Isto para que não continuemos a adiar prazos consecutivamente", afirmou o militar, que contesta, no entanto, a decisão da juíza Sílvia Pirtes em substituir os médicos que acompanham o processo.

Os médicos do departamento de pedo-psiquiatria do Centro Hospital de Coimbra (CHC) vão ser substituidos por uma equipa semelhante, mas do hospital de Santarém.

"Não compreendo que se tenha retirado do departamento de pedo-psiquiatria quando há um acórdão do Tribunal da Relação que diz que a equipa é competente", justificou Luís Gomes.

O tribunal de Torres Novas adiou hoje por mais três meses (90 dias) o prazo de entrega da menor Esmeralda Porto ao pai, aumentando a frequência dos contactos com os pais e substituindo os médicos que fazem o acompanhamento.

Advogado do pai biológico satisfeito com substituição dos médicos

Já José Luís Martins, o advogado de Baltazar Nunes, pai da menor, mostrou-se satisfeito com a substituição dos médicos.

O advogado espera que os novos médicos "tenham uma outra distância, isenção e seriedade técnica", ao contrário da antiga equipa, que elaborou um relatório muito duro para o seu cliente, considerando que a transição traria danos permanentes para a menor.

Quanto ao prazo agora estabelecido, José Luís Martins considera que a juíza quis "munir-se de mecanismos de protecção suficientes" da menor, promovendo o reforço dos contactos, de preferência sem a presença do casal que tem tido a guarda de Esmeralda Porto desde os três meses de idade.

"Perante esta decisão, o pai pagará o preço que for preciso para recuperar a sua filha", justificou o advogado.

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Comentário + votado

compreendo que o sargento gomes e a sua esposa não queiram perder a menina que criaram desde ...

patricia

05.10.2008 17:25

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