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Inverno chuvoso pode aumentar risco

Época de incêndios começa dia 1 de Julho com disposítivo de combate idêntico a 2009

27.06.2010 - 11:43 Por Lusa

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Especialistas temem que Inverno chuvoso aumente incêndios florestais Especialistas temem que Inverno chuvoso aumente incêndios florestais (Adriano Miranda/PÚBLICO)
A época mais crítica em fogos florestais começa na quinta-feira com um dispositivo de combate praticamente idêntico ao do ano passado, apesar dos especialistas temerem um verão com risco elevado de incêndio devido ao inverno chuvoso.

Durante a fase “Charlie” de combate a incêndios, que começa na quinta-feira e se prolonga até 30 de Setembro, vão estar operacionais 9985 elementos, 2177 veículos e 56 meios aéreos, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

O dispositivo é praticamente idêntico ao do ano passado, registando apenas um aumento de 156 elementos, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

O Ministério da Administração Interna garante que o dispositivo previsto é “o necessário e o adequado” para responder de forma “positiva a este desafio” dos fogos florestais, tendo em conta que a “doutrina” adoptada nos últimos anos “tem um estratégia e uma organização que têm dado resultados”.

Dos quase 10 mil elementos que compõem o dispositivo para a época mais crítica em incêndios florestais fazem parte bombeiros voluntários e profissionais, sapadores florestais, equipas da Força Especial de Bombeiros “Canarinhos”, Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR e Equipas de Intervenção Permanente. Há ainda o apoio do Exército, a associação de empresas do sector papeleiro e de celulose, as brigadas do Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF) e as Equipas de Vigilância e Ataque Inicial.

Todo este dispositivo é coordenado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, através do seu Comando Nacional (CNOS) e Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS).

Os meios aéreos disponíveis incluem 35 helicópteros e 16 aviões. Dos 56 aparelhos, nove são meios do próprio Estado, sendo os restantes alugados. O dispositivo tem um custo de 103 milhões de euros, semelhante a 2009, segundo o secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco.

Inverno chuvoso pode aumentar risco

Especialistas já afirmam que o inverno chuvoso e rigoroso que se registou em Portugal, alternando com altas temperaturas na primavera, poderá aumentar o risco de incêndios florestais neste verão.

Vasco Franco também admitiu que possivelmente este ano haverá “um número de ignições significativo” devido à chuva prolongada que levou ao crescimento de matéria combustível nas florestas. “A análise que tem sido feita é de que possivelmente haverá um número de ignições significativo, porque tivemos um período de chuvas prolongado e o material que cresceu atingiu dimensões que em outros anos não tem atingido, especialmente este material fino mais no centro e sul do país é muito propício a facilitar as ignições”, disse o secretário de Estado.

O relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional (AFN) indica que entre 01 de Janeiro e 15 de Junho deste ano arderam 2700 hectares de floresta, enquanto no mesmo período do ano passado já tinham ardido 19241, representando uma diminuição de 85 por cento.

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É normal

Para acabar com os incêndios tínhamos que mandar os portugueses para outro lado onde ...

zepagode

27.06.2010 15:42

X

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