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Vias nacionais violam condições de segurança

Engenheiros também são responsáveis pela falta de segurança nas estradas

19.10.2009 - 08:53 Por Lusa

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Engenheiros mal preparados contribuem para aumentar a sinistralidade, indica estudo do Observatório das Estradas.
A A5  foi uma das vias consideradas pouco seguras quando chove A A5 foi uma das vias consideradas pouco seguras quando chove (LB)

Num trabalho publicado na revista técnica da secção Norte da Associação Nacional de Engenheiros Técnicos, o Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC), uma organização não-governamental formada por engenheiros, advogados e juízes, realça que no ensino da engenharia os alunos "não aprendem a calcular a Velocidade Crítica de Hidroplanagem", a partir da qual ocorre o 'aquaplanig' (hidroplanagem).
No trabalho volta a alertar-se para o facto de auto-estradas e vias rápidas nacionais violarem as condições de segurança contra hidroplanagem por defeitos de pavimento
"Os futuros engenheiros não estão a aprender nas escolas a calcular este dado essencial para garantir que a estrada cumpre todos os critérios de segurança. É fácil culpar só os condutores, mas está provado que estes tendem a reduzir a velocidade com o mau tempo, a má visibilidade ou até apenas com as condições do traçado das estradas", disse à Lusa Francisco Salpico, responsável pelo estudo.
Não é a única acusação de Salpico, segundo o qual os engenheiros não abordam os defeitos nas autoestradas nos casos de acidentes para não incomodarem as concessionárias ou o poder político. Como os especialistas nesta matéria “são engenheiros civis que trabalham para estes organismos”, se denunciassem esses organismos pelas más práticas “significava graves riscos para as suas carreiras profissionais”, acrescenta.
Questionado pela Lusa, o LNEC respondeu apenas que os estudos que desenvolve quanto a esta matéria “são realizados no âmbito de contratos celebrados com as entidades que têm competências específicas nestas áreas, com destaque para a EP, EPE e para o INIR [Instituto de Infra-estuturas Rodoviárias]”, remetendo por isso para estas entidades qualquer resposta.
Contactada pela Lusa, a Estradas de Portugal (EP) recusou fazer qualquer comentário.
Há cerca de um ano, um outro trabalho do OSEC indicava que sete auto-estradas e vias rápidas nacionais (CRIL, A5, A8, A2, A12, IP7 e IC 32) não tinham sido construídas de forma a evitar a formação de lençóis de água.
O estudo do OSEC pode ser consultado em www.anet-norte.com ou em www.cril-segura.com.




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Ja trabalhei na construção de muitas auto-estradas em Portugal, e estou agora a trabalhar ...

MV

19.10.2009 11:25

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