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Ministro defende igualdade de todos os trabalhadores

Enfermeiros podem desempenhar tarefas "menos penosas" no final da carreira

29.06.2005 - 15:37 Por Lusa

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O ministro da Saúde considerou hoje que o aumento da idade da reforma dos enfermeiros é uma questão de "igualdade" em relação aos outros trabalhadores e que estes profissionais de saúde podem desempenhar tarefas menos penosas no final das suas carreiras.
Correia de Campos visitou hoje o Hospital de Santa Maria, em Lisboa Correia de Campos visitou hoje o Hospital de Santa Maria, em Lisboa (Tiago Petinga/Lusa (arquivo))

Os enfermeiros cumprem hoje uma greve nacional de protesto contra a decisão governamental de aumentar a idade de reforma dos 57 para os 65 anos, por considerarem que vai "prejudicar os cuidados prestados aos doentes" e pôr em causa "as condições físicas e psíquicas destes profissionais".

António Correia de Campos, que falava ao início da tarde no decorrer de uma curta visita à sala de espera para as consultas no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, defende que aqueles profissionais não são forçados a desempenhar tarefas "penosas", podendo nos últimos anos da sua carreira "realizar serviços administrativos, prevenção e controlo hospitalar, prestar cuidados primários, fazer o acompanhamento dos estagiários ou formação".

"Não há razão para argumentar com a penosidade", concluiu o ministro, voltando a realçar que "as medidas de harmonização das pensões são para toda a administração pública".

O ministro lembrou que o aumento da idade da reforma é uma "alteração progressiva que vai ser feita ao longo de 10 anos" e que tem por objectivo a "igualdade" de todos os trabalhadores, quer da função pública quer das pessoas que trabalham por conta de outrem.

A presença do ministro no Hospital Santa Maria foi justificada pelo próprio pela necessidade de "conhecer os efeitos infelizmente negativos para os portugueses de um dia de greve no sector da enfermagem".

António Correia de Campos escusou-se a comentar os primeiros dados sobre a adesão à greve, que segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses está acima dos 75 por cento, afirmando que não entra "em guerras de números".

Em declarações aos jornalistas, António Correia de Campos lembrou a outra razão para os enfermeiros realizarem esta greve: a precariedade profissional de cerca de dois mil enfermeiros.

O ministro entende que esta "não é uma preocupação" do Governo, já que "os enfermeiros são sempre precisos" e esta situação existe "todos os anos, porque os contratos a prazo têm de ser resolvidos".

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Comentário + votado

Igualdade em todos os sentidos

Sou enfermeira há +/- 2 anos...querem nos pôr a tirar sangue e a colocar soro aos 65 anos assim o ...

Anónimo

20.07.2005 19:09

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