Terceiro e último dia de greve

Enfermeiros manifestam-se hoje em Lisboa e prometem "radicalizar a luta"

29.01.2010 - 08:05 Por Romana Borja-Santos

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Ontem houve protestos um pouco por todo o país Ontem houve protestos um pouco por todo o país (Adriano Miranda (arquivo))
Os enfermeiros fizeram ontem marchas lentas que perturbaram o trânsito na VCI, no Porto, e noutras vias um pouco por todo o país. Hoje prometem assinalar o terceiro e último dia daquela que dizem ser a maior greve da classe desde o 25 de Abril (e a mais longa dos últimos 22 anos) com uma manifestação à porta do Ministério da Saúde. São esperadas pelo menos 15 mil batas brancas que vão gritar frases de protesto. Querem mostrar o descontentamento que sentem com as regras da carreira de enfermagem. E alertam que, se não virem as suas reivindicações atendidas, poderão "radicalizar a forma de luta".

De acordo com os sindicatos, o dia de ontem confirmou "os sinais de indignação e de revolta" de uma classe que se sente discriminada por entrar na carreira com 1020 euros, menos 200 que os licenciados das carreiras gerais e menos 500 que os das carreiras técnicas. O fim das quotas para o topo da profissão e abertura de mais lugares são outras das exigências. Segundo disse ao PÚBLICO José Carlos Martins, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a adesão de ontem situou-se nos 91 por cento, valor semelhante ao do dia anterior. Já o Ministério da Saúde fala em 83 por cento, mais três do que ontem.

A lei obriga a que haja um pré-aviso dez dias antes da greve, pelo que, por agora, não poderão prolongar o protesto. Contudo, o sindicalista assegurou que, se não houver abertura da ministra, a classe vai endurecer os protestos. Mais greves ou "suspender durante duas ou três semanas as cirurgias programadas" são algumas das hipóteses em cima da mesa. Isto numa altura em que a ministra veio apelar ao "bom senso", lembrando que o país está a viver "um período difícil" ao nível económico. Ana Jorge esclareceu também que a ideia da tutela é manter o ingresso na carreira de enfermagem nos actuais 1020 euros e não baixar para 995, como chegou a ser equacionado.

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Proposta para resolver a "crise" dos Enfermeiros

uma vez que a sr.ª ministra da saude fala em "crise" e "bom senso", não querendo posicionar/pagar ...

Belmiro Rocha

29.01.2010 10:27

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