O primeiro balanço oficial da greve dos enfermeiros contra o aumento da idade da reforma aponta para uma adesão superior a 75 por cento em 26 dos 104 hospitais públicos do país, anunciou o Sindicato dos Enfermeiros.
O anúncio foi feito em conferência de imprensa, em Lisboa, pelo coordenador nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), José Carlos Martins, e reportava-se aos dados que o sindicato tinha recolhido até às 11h30.
De acordo com José Carlos Martins, apenas os hospitais de Bragança e de Macedo de Cavaleiros (Trás--os-Montes) registaram níveis inferiores, com 57 e 36 por cento respectivamente.
Em Lamego, Seia e Lagos a adesão foi total, afirmou o sindicalista.
Os contactos com fontes sindicais, esta manhã, permitiram avaliar que a adesão à greve dos enfermeiros na região do Grande Porto, no Algarve e no centro do país é superior a 85 por cento, sendo as cirurgias programadas as mais afectadas.
Os enfermeiros portugueses cumprem hoje um dia de greve, convocado pelos quatro sindicatos do sector, contra o aumento da idade da reforma proposto pelo Governo que, afirmam, vai prejudicar os cuidados aos doentes.
Desde 1991 que os 37.500 enfermeiros portugueses que exercem na administração pública (de um total de 44 mil inscritos na Ordem dos Enfermeiros) se podem reformar com 57 anos de idade e 35 de serviço.
A paralisação, convocada no início de Junho, associa o SEP, o Sindicato dos Enfermeiros, o Sindicato dos Enfermeiros da Região Centro e o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira.


