O presidente da Empordef disse hoje que a empresa já abriu uma auditoria interna para “apurar se há algum problema”, depois de um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) ter sido constituído arguido no processo “Face Oculta”.
“Nós, como outras empresas já determinámos inquérito nas várias empresas envolvidas para apurar se há algum problema”, afirmou António Jorge Rolo, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita do Presidente da República à Base Aérea do Montijo.
Ainda segundo o presidente da Empordef, a empresa teve conhecimento do envolvimento do administrador da IDD no processo “Face Oculta” na quinta-feira. “Soubemos pelo próprio que foi envolvido”, adiantou, revelando que o “envolvido” é administrador da IDD.
Questionado sobre quantos funcionários da Empordef estão envolvidos, Jorge Rolo garantiu que “neste momento” apenas está envolvida “aquela pessoa que está indicada como um dos arguidos”.
A Empordef é a holding das indústrias de defesa portuguesas, cuja actividade consiste na gestão de participações sociais detidas pelo Estado em sociedades ligadas directa ou indirectamente às actividades de defesa, como forma indirecta de exercício de actividades económicas.
Segundo noticia hoje o Jornal de Negócios, funcionários da Estradas de Portugal e da Empordef terão sido subornados para favorecer o empresário Manuel Godinho, até agora o único detido do processo “Face Oculta”, na atribuição de contratos.


