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Redução em relação a 2007

Em 2008 houve cinco mortes fetais por semana em Portugal

16.11.2009 - 14:10 Por Lusa

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O número de mortes fetais a partir das 28 semanas de gestação tem vindo a decrescer em Portugal, tendo-se registado 263 óbitos em 2008, menos 24 do que no ano anterior, revela hoje um relatório da Direcção-Geral da Saúde. Ou seja, no ano passado houve, em média, cinco mortes fetais por semana.

O relatório da Direcção de Serviços de Epidemiologia e Estatísticas de Saúde "Natalidade, Mortalidade Infantil, Fetal e Perinatal - 2004-2008" indica que, em 2004, foram registadas 289 mortes fetais, número que subiu para 304 no ano seguinte e para 344 em 2006. Em 2007, esse número caiu para os 287 óbitos e para 263 no ano passado, adianta o documento da DGS, acrescentando que, em 2008, a taxa de mortalidade fetal foi de 2,5 por 1000 nados-vivos, contra 2,8 em 2007.

"A taxa de mortalidade perinatal [número de óbitos fetais de 28 ou mais semanas e óbitos de nados vivos com menos de sete dias] continua com tendência decrescente a nível nacional, nas duas componentes fetal tardia e neonatal precoce", refere o relatório publicado no "site" da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Contrariando a média nacional, este indicador agrava-se no Alentejo e nos Açores devido aos óbitos neonatais precoces. "Trata-se contudo, em números absolutos, de valores pequenos que, embora mereçam uma análise cuidadosa a nível local, devem ter uma leitura prudente", ressalvam os autores do relatório.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo, foram registados 120 óbitos em 2008, menos dois que no ano anterior, enquanto na Região Norte foram assinaladas 57 mortes em fetos de 28 e mais semanas, menos cinco que em 2007. No ano passado, morreram 46 fetos na Região Centro, menos dois do que em 2007, na Região do Alentejo 10, menos oito do que no ano anterior, e no Algarve 16, menos cinco do que em 2007. Nos Açores ocorreram, em 2008, nove mortes de fetos, menos cinco do que no ano anterior, e na Madeira cinco mortes, menos uma do que em 2007.

No que se refere à mortalidade infantil, o relatório refere que em 2008 se verificou uma descida na taxa nacional de 3,4 para 3,3/1000 nados vivos, correspondendo uma diminuição dessa taxa nas regiões do Algarve, Madeira e Norte. No Norte a redução é acentuada nos distritos de Braga, Bragança e Viana do Castelo, equivalendo a uma redução dos óbitos infantis.

A componente neonatal (crianças com menos de 28 dias) foi responsável pelo decréscimo da mortalidade infantil na Região Madeira, Alentejo e Norte, designadamente no distrito de Viana do Castelo e Braga. A segunda componente, a pós-neonatal, apresenta uma diminuição nos distritos de Braga e Bragança, e nas regiões da Madeira e Algarve. Segundo o relatório, são "pequenas variações locais, que embora mereçam atenção, justificam uma atitude expectante quanto aos valores futuros dessas taxas".

Em 2008, verificou-se um aumento da taxa de natalidade em Portugal de cerca de 2100 nados vivos, face aos valores do ano anterior. Estas taxas são mais baixas nos distritos do interior, Bragança, Guarda, Vila Real e Castelo Branco e superiores à média nos distritos de Lisboa, Setúbal e Porto e nas regiões dos Açores, Madeira, e Algarve.


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