Quatro associações, entre elas a Greenpeace, fazem há dez meses um braço-de-ferro com o Estado francês para impedir que o navio porta-aviões francês “Clemenceau” seja desmantelado na Índia. Ontem e hoje tentaram um último recurso judicial.
O antigo navio da Marinha francesa está actualmente atracado em Toulon, no Sul da França, e a sua partida para a Índia está prevista para os próximos dias.
Envolvidos desde Fevereiro numa saga judicial contra o Estado francês, a Greenpeace a Ban Asbestos (“Eliminar o Amianto”) apresentaram ontem um recurso no Tribunal Administrativo de Paris.
Hoje, a Associação nacional de defesa das vítimas do amianto (Andeva) e o Comité anti-amianto Jussieu contestaram “a decisão do Estado francês de transferir o ‘Clemenceau’ para a Índia e aí o desmantelar e retirar o amianto”, através de um recurso de urgência.
Para as organizações, a decisão francesa “viola as regras internacionais, europeias e francesas sobre a exportação e gestão dos resíduos perigosos”.
No seu estado actual, o “Clemenceau” é um “resíduo perigoso cuja exportação para um país que não é membro da OCDE está estritamente proibida”, salientaram as associações.
Os ecologistas consideram que a Índia não tem condições para desmantelar o navio em segurança.
Em serviço desde 1961, o porta-aviões foi substituído pelo navio a propulsão nuclear “Charles de Gaulle”.
O amianto foi amplamente utilizado graças às suas propriedades de excelente isolante contra o calor. O principal perigo da substância advém da sua inalação.


