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Inspector-geral diz que há "incompetência a mais na polícia"

Duzentos investigadores admitem abandonar funções após declarações do IGAI

14.12.2007 - 18:21 Por Lusa

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No abaixo-assinado, os agentes queixam-se de que a investigação criminal "não tem o devido reconhecimento" No abaixo-assinado, os agentes queixam-se de que a investigação criminal "não tem o devido reconhecimento" (Fernando Veludo/PÚBLICO (arquivo))
Duzentos dos 300 elementos da Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto enviaram um abaixo-assinado ao director nacional da corporação exigindo a clarificação das suas funções, depois do inspector-geral da Administração Interna ter afirmado que existe "incompetência a mais na polícia".

No abaixo-assinado, os investigadores da Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto (DIC/Porto) manifestam a disposição de deixar as funções de investigação e transitar para o corpo territorial da corporação "caso a resposta não os satisfaça".

"Torna-se imperioso clarificar como é que funciona a investigação criminal na PSP e, acima de tudo, se os subscritores reúnem condições para continuar a exercer a actividade de investigação criminal ou deverão ser integrados no dispositivo criminal", acrescenta o documento de três páginas.

Na origem da contestação dos investigadores estão as declarações do inspector-geral da Administração Interna, António Clemente Lima, ao semanário “Expresso”, nas quais sustenta que existe "incompetência a mais na polícia" e "muita cowboyada de filme na mentalidade de alguns polícias".

Os investigadores criminais da PSP interpretaram as afirmações como uma crítica directa, considerando que se trata de "acusações graves, que ofendem os signatários [do abaixo-assinado] muito para além da sua condição de profissionais de polícia". "É a sua honra e a sua dignidade que são questionadas", sublinham.

No abaixo-assinado, os perto de 200 agentes queixam-se de que a investigação criminal "não tem o devido reconhecimento" na nova lei orgânica da PSP, por não ser considerada unidade especial, e lamentam que falte uma definição legal das funções e deveres de cada um dos níveis hierárquicos dos funcionários das DIC. Também a formação é, afirmam, "manifestamente insuficiente" e a compensação monetária "inexistente".

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A policia sempre teve poderes excessivos. E como a Policia o Ministério Público, que deveria ...

José Múcio

15.12.2007 11:30

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