Duas raparigas desistem de queixa contra professor de música acusado de pedofilia

21.10.2008 - 19:16 Por Mariana Oliveira
Duas raparigas que foram retratadas fotograficamente de forma ilícita desistiram da queixa contra o professor de música que começou hoje a ser julgado no Tribunal Judicial de Gondomar por 19 crimes de pedofilia. De manhã, o colectivo de juízes ouviu uma ofendida, a sua encarregada de educação e a inspectora da Polícia Judiciária titular do inquérito. A primeira jovem a testemunhar foi uma das que desistiu da queixa, por insistência da defesa do arguido.
Da parte da tarde foram ouvidas mais algumas ofendidas, uma das quais desistiu da queixa quanto à fotografia ilícita, mas não quanto ao crime de acto sexual com adolescente. As informações foram recolhidas pelo PÚBLICO junto de vários advogados já que a audiência decorre à porta fechada devido ao envolvimento de menores.
O caso remonta aos anos lectivos de 2003/2004 e 2004/2005, altura em que o professor de música, hoje com 29 anos, terá abusado, aliciado e fotografado várias alunas com idades entre os 12 e os 16 anos.
O docente está acusado de dez crimes de abuso sexual de criança e seis crimes de fotografias ilícitas, que deverão agora ser reduzidos para quatro. São-lhe ainda imputados dois crimes de acto sexual com adolescentes e um de actos exibicionistas. Durante aquele período, o professor trabalhou em três escolas públicas, primeiro em Ermesinde, depois em Guimarães e, por último, em Gondomar, onde, segundo o Ministério Público, terá fotografado os seios, os decotes e as pernas das suas alunas. Em conversas on-line que mantinha com as alunas, terá chegado a propor a três delas fazerem "strip-tease" que via através de "webcams", tendo em dois casos alegado que isso seria a contrapartida por respostas que teria adiantado nos testes. Numa das conversas, ter-se-á masturbado para as câmaras.
A pretexto de dar a letra de uma música a uma aluna de 15 anos, o arguido terá levado a menor para sua casa. Após várias recusas, o professor terá conseguido sentá-la na sua cama e ter relações sexuais com ela.
A advogada do arguido, Ana Cláudia Peixoto, garante que neste momento o docente não está a dar aulas.

