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Anúncio da Delegada de Saúde

Dois psicólogos vão acompanhar alunos da escola onde morreu criança com gripe A

29.10.2009 - 13:50

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Os psicólogos irão trabalhar com as várias turmas da escola no Restelo, em Lisboa. Os psicólogos irão trabalhar com as várias turmas da escola no Restelo, em Lisboa. (Fernando Veludo/NFactos (arquivo))
O Ministério da Saúde deslocou hoje dois psicólogos para a Escola Paula Vicente, em Lisboa, para trabalhar com a turma do menino que morreu infectado com o vírus H1N1 e com os “amigos mais chegados”, anunciou a delegada de saúde.

Maria João Martins adiantou que, depois do trabalho com a turma, os psicólogos irão trabalhar com as restantes turmas da escola no Restelo, em Lisboa. “Considerámos que é um aspecto muito importante as crianças terem algum apoio psicológico”, frisou.

A delegada de saúde, o director regional de Educação, João Leitão, e o director da escola, Carlos Cerqueira, estiveram reunidos com os pais a esclarecer todas as dúvidas que surgiram e a explicar a situação.

“É compreensível e é evidente que a escola está triste, os alunos, professores e funcionários estão tristes, mas do ponto de vista de saúde pública não há nenhuma razão para encerrar a escola”, disse Maria João Martins, assegurando que foram “tomadas todas as medidas necessárias”.

A decisão de manter a escola aberta mereceu a compreensão de alguns pais, enquanto outros defenderam que devia encerrar durante dois dias.

O director da Escola Paula Vicente, com 470 alunos, afirmou que “não há razão para que isso aconteça”.

“O que foi concedido é que os encarregados de educação que fazem parte da turma do aluno que faleceu pudessem levar as crianças para casa”, sublinhou Carlos Cerqueira.

Quanto às críticas dos pais por não terem sido informados sobre os casos de gripe A na escola, Carlos Cerqueira esclareceu que, quando há conhecimento de um caso, é distribuída uma informação escrita para todos os alunos da turma, que estes levam para os encarregados de educação.

Segundo Carlos Cerqueira, ainda não foram comunicados mais casos de gripe além dos cinco já confirmados na escola.

O director da escola contou que o menino que morreu foi à escola na segunda-feira, mas no último tempo da manhã dirigiu-se a uma funcionária a dizer que se queria ir embora porque lhe doía a cabeça e não estava a sentir-se bem.

“A escola de imediato comunicou com a encarregada de educação, uma vez que os pais e a avó estavam do outro lado da rua [são proprietários de uma papelaria em frente à escola]. Cinco minutos depois a avó estava na escola e levou o aluno”, contou.

Emília Sanches está grávida de cinco meses e é mãe de cinco crianças infectadas - três das quais são alunas na mesma escola mas nenhuma da turma do menino que morreu.

“Logo aos primeiros sintomas informámos a escola. Levei os meus filhos ao Hospital São Francisco Xavier, onde fizeram os exames todos e diagnosticaram o vírus H1N1”, disse Emília Sanches, contando que nem ela nem o marido têm sintomas de gripe.

O primeiro caso foi detectado no dia 21 de Outubro, referiu esta mãe. “Fomos tomando todas as precauções”, garantiu.

O director regional de Educação reafirmou que as escolas são um lugar seguro e que estão a fazer “o melhor possível para garantir condições de segurança aos alunos”.

“As escolas são locais abertos e seguros e devem permanecer assim. As famílias podem estar tranquilas que os alunos terão todo o apoio de que necessitarem e que seja possível disponibilizar”, sublinhou José Leitão.


A delegada de saúde voltou a informar que as crianças com sintomas de gripe A devem ficar sete dias sem ir à escola e que as crianças sem sintomas devem fazer vida normal.

“O que nós pedimos é que os pais, quando têm conhecimento de um caso numa turma, devem redobrar a vigilância do estado de saúde dos seus filhos”, acrescentou.


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Rafael Ribeira

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