Dois dos vestígios recolhidos pela polícia têm ADN igual ao de Madeleine

10.09.2007 - 20:03 Por PUBLICO.PT
Dois dos três vestígios biológicos recolhidos pela polícia no apartamento usado pela família McCann no aldeamento turístico da Praia da Luz e no carro alugado pelo casal 25 dias após o desaparecimento da filha correspondem ao ADN de Madeleine, revelou uma fonte da polícia portuguesa à Sky News.
A estação de televisão britânica avança, com base na mesma fonte, que o resultado a uma amostra de sangue recolhida pelas autoridades na viatura alugada pelos McCann e analisada pelo laboratório de Birmingham (pertencente ao Serviço de Ciência Forense britânico) revelou uma correspondência exacta ao ADN da criança.
Citando a fonte policial, a Sky News indica que este dado é o "mais significativo" dos resultados das análises efectuadas no Reino Unido e vem reforçar as suspeitas de que o corpo de Madeleine terá estado no interior do carro cinco semanas depois do desaparecimento.
Os resultados recebidos pela polícia portuguesa concluíram que além desta correspondência exacta, foi encontrada uma outra no parapeito de uma das janelas do apartamento utilizado pela família McCann. A estação de televisão não revela que tipo de amostra foi utilizado para análise. Este resultado poderá ser o menos importante, já que, antes do desaparecimento, Madeleine passou vários dias no apartamento.
Um terceiro vestígio biológico recolhido também na viatura alugada revelou uma correspondência parcial ao ADN de Madeleine, o que, segundo a fonte da polícia citada pela Sky News, poderá explicar-se, por exemplo, com a transferência para o veículo desse mesmo vestígio através de roupas dos restantes elementos da família McCann.
Os pais de Madeleine, Gerry e Kate McCann, foram constituídos arguidos e estão sujeitos a termo de identidade e residência. Segundo o advogado do casal McCann, Carlos Pinto de Abreu, nenhum deles é alvo "de qualquer acusação", pelo que gozam de "total liberdade de movimentos".
O caso do desaparecimento da menina de quatro anos tem agora três arguidos, uma vez que o estatuto processual do cidadão inglês Robert Murat não foi alterado.
As inquirições a Kate e a Gerry McCann ocorrem depois de a Polícia Judiciária ter recebido os resultados dos exames aos vestígios biológicos recolhidos em Julho no apartamento da Praia da Luz, no Algarve, de onde desapareceu a criança a 3 de Maio último.

