Peritos da União Europeia definiram hoje quem vão ser os primeiros vacinados contra a gripe H1N1: doentes crónicos, mulheres grávidas e pessoal médico são os grupos prioritários para a vacinação.
As doenças crónicas poderão ser respiratórias, cardiovasculares, congénitas ou que reduzam a imunidade do organismo, e as primeiras a ser vacinadas serão as que tenham os “sintomas mais graves”.
“Depois destes grupos prioritários terem sido vacinados, a vacinação continuará até que sejam atingidos os objectivos nacionais”, diz ainda a recomendação.
Os peritos lembram que apesar da recomendação, a estratégia de vacinação de cada país é da responsabilidade do governo nacional: os países poderão assim adaptar estas indicações – baseadas em “elementos científicos actuais”, que poderão mudar – aos seus recursos e situações.
A Grã-Bretanha, um dos países mais afectados pela gripe, identificou um grupo prioritário de 11 milhões de pessoas a vacinal, das quais 2,1 pertencem aos serviços de saúde e sociais.
França, Espanha e Holanda vão vacinar primeiro os grupos de risco – pessoal de saúde, pessoas com doenças crónicas, mulheres grávidas, e Madrid poderá vacinar também professores primários. A República Checa vai vacinar primeiro apenas os que trabalham no sistema público de saúde.
Enquanto isso, uma análise dos casos mortais de gripe no mundo mostra que 51 por cento dos mortos têm entre 20 e 49 anos.
Em relação ao total global de casos em todas as idades, em metade das vítimas não foi detectada qualquer doença subjacente.
Ainda assim, doenças que atinjam o metabolismo como a obesidade ou diabetes, para além da gravidez, são considerados factores especiais de risco pela equipa que levou a cabo o estudo.


