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Serviço do Hospital José Maria Antunes mantém-se

Doentes com tuberculose multi-resistente internados em Torres Vedras foram transferidos

04.11.2008 - 13:19 Por Lusa

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A falta de condições do hospital terá motivado a transferência dos doentes do ex-sanatório do Barro que necessitam de condições especiais de internamento A falta de condições do hospital terá motivado a transferência dos doentes do ex-sanatório do Barro que necessitam de condições especiais de internamento (David Clifford (arquivo))
Os doentes com tuberculose multi-resistente que estavam internados no ex-sanatório do Barro de Torres Vedras foram transferidos para várias unidades do país, dando melhores condições aos que têm a variante clássica da doença. O serviço de pneumologia do hospital José Maria Antunes Júnior (ex-sanatório do Barro) deverá manter-se mas para já sem os multi-resistentes.

Segundo fonte hospitalar, todos os doentes multi-resistentes foram transferidos e estão a ser planeadas alterações no funcionamento do serviço de pneumologia deste hospital. A transferência dos doentes multi-resistentes, por falta de condições do hospital, era um dos objectivos do presidente do conselho de administração, José Mateus, expresso em Março durante uma visita do Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Luta contra a Tuberculose, Jorge Sampaio.

José Mateus defendeu na altura que "enquanto a tutela não define o futuro do hospital, os dez doentes multi-resistentes devem ser transferidos para outra unidade". "Não faz sentido ter dez doentes a ocupar uma unidade com capacidade para 24, enquanto os restantes estão sem renovação de ar, sem pressão negativa e sem condições ideais de temperatura e humidade", disse o administrador José Mateus. O administrador admitiu que "as condições técnicas (do hospital) são muito deficientes".

José Mateus lembrou ainda que em 2002 foi feita uma fusão entre o antigo sanatório e o hospital distrital, tendo sido criado o centro hospitalar, numa altura em que estava em curso um plano de investimentos no antigo sanatório que acabou por parar. "Desde essa altura que não há nem investimento nem melhorias técnicas nem orientação política em relação ao papel que deve ter na luta contra a tuberculose", constatou José Mateus. Contactado pela Lusa, o administrador respondeu através do gabinete de comunicação que as alterações no serviço de pneumologia estão a ser tratadas com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo devendo estar concluídas dentro de duas semanas.

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