Direcção-Geral Saúde garante que infecções em dois hospitais não têm relação 
27.09.2007 - 18:12 Por Lusa
A coordenadora do programa nacional de prevenção e controlo de infecções garantiu hoje que as infecções detectadas nos hospitais de Mirandela (Bragança) e Covões (Coimbra) não estão relacionadas e que na unidade de Trás-os-Montes a situação "está controlada".
O caso do hospital de Mirandela — onde cinco pacientes operados aos olhos foram vítimas de uma infecção — "está controlado, o prognóstico dos doentes é favorável", estando prevista a divulgação do relatório final "para breve", adiantou Cristina Costa.
A responsável disse que não foi isolado qualquer microorganismo no local.
O director clínico do Centro Hospitalar do Nordeste, Sampaio da Veiga, disse que a infecção que afectou os cinco pacientes poderá ter tido origem no colírio (gotas oftalmológicas) utilizado.
A mesma fonte informou que a situação dos pacientes — três dos quais ainda hospitalizados — "está a evoluir". No entanto, afirmou "não poder "garantir que os pacientes possam recuperar a visão.
Sobre a unidade de Covões — onde foi detectada uma outra infecção em cinco idosos operados aos olhos —, a especialista da Direcção-Geral de Saúde, referiu que em princípio se trata de um surto provocado pela bactéria pseudomonas aeroginosa.
"Mas apenas exames mais sofisticados poderão dar a certeza de que se trata da mesma bactéria implicada nos cinco casos", explicou.
Neste hospital foi nomeada uma comissão de inquérito conduzida por um gestor de risco, cujo trabalho deverá estar concluído no final da próxima semana.
A comissão vai analisar todos os processos dos 18 doentes operados naquele dia, assim como verificar os circuitos dos blocos operatórios e dos serviços, os materiais usados e entrevistar os profissionais envolvidos.
"A sala foi imediatamente desinfectada, os materiais foram todos deitados fora e penso que as coisas estão controladas", avançou a especialista, que lembrou que doentes e profissionais podem ser portadores de bactérias quando chegam ao hospital e que por isso é fundamental "cumprir regras das boas praticas para evitar transmissão cruzada de infecção, de onde ela existe ou da contaminação para outros hospedeiros".
A directora clínica do Hospital de Covões, Deolinda Portelinha, assegurou que apenas uma das cinco pessoas internadas — e não duas — foi sujeita a extracção de um dos olhos, no dia 22, devido à infecção. A directora clínica prevê que este doente "tenha alta brevemente".
A situação de dois dos cinco doentes "está a evoluir favoravelmente", mas os médicos "têm ainda dúvidas" em relação aos restantes, precisou.

