Direcção-geral não vê consequências da transmissão do vírus da gripe das aves na saúde pública

23.06.2006 - 18:13 Por Lusa
O director-geral da Saúde afirmou hoje que "não há consequências para a saúde pública" da primeira confirmação, por testes laboratoriais, de transmissão entre humanos do vírus da gripe das aves anunciada pela Organização Mundial da Saúde.
Francisco George especificou que a mutação que ocorreu no vírus é "menor" e que "não implica que o vírus venha a transmitir-se de pessoa a pessoa, não dando assim origem a uma cadeia de transmissão".
O director-geral da Saúde garantiu que Portugal permanece na fase 3 de alerta pandémico definida pela OMS e que está a acompanhar a situação em conjunto com os organismos internacionais e que "nenhum país tomou medidas especiais" depois do anúncio feito durante a tarde de hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A OMS revelou hoje que foi confirmado pela primeira vez, por testes laboratoriais, a transmissão humana do vírus da gripe das aves, que contaminou uma família indonésia na ilha de Sumatra.
Segundo o porta-voz da OMS, Dick Thompson, já existiam "meia dúzia" de casos suspeitos de transmissão directa entre humanos, mas os especialistas só haviam chegado a esta conclusão ao eliminarem outras possibilidades de infecção, sem terem uma prova científica formal.
A cadeia de transmissão foi revelada aos especialistas através de uma modificação genética "minúscula" no vírus, descoberto em amostras provenientes de duas das vítimas, falecidas em Maio.
O vírus H5N1 da gripe das aves, transmissível ao homem e potencialmente mortal, já infectou pelo menos 130 pessoas de mais de 50 países desde o seu aparecimento, em finais de 2003.

