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Bastonário da Ordem dos Médicos denunciou "condições de terceiro mundo"

Direcção do S. Francisco Xavier admite que as condições da urgência "não são as ideais"

31.07.2008 - 15:13 Por Lusa, PÚBLICO

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Pedro Nunes disse que se deparou com um "hospital tipo Iraque", devido às obras no local Pedro Nunes disse que se deparou com um "hospital tipo Iraque", devido às obras no local (Ana Ramalho)
A directora clínica do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, admitiu hoje que as condições em que os serviços de urgência funcionam "não são as ideais", como denunciou o bastonário da Ordem dos Médicos.

Após uma visita-surpresa recente ao São Francisco Xavier, para fiscalizar a forma como os médicos internos estavam a ser acompanhados, Pedro Nunes disse que se deparou com um "hospital tipo Iraque", situação provocada pelas obras a que a unidade está a ser sujeita desde dia 7 de Julho.

Ainda de acordo com o bastonário, as urgências, que servem cerca de um milhão de pessoas no distrito de Lisboa, estão a funcionar com "condições de terceiro mundo", uma conclusão que Pedro Nunes indicou já ter comunicado à administração do centro.

Em declarações à Lusa, a directora clínica do hospital admitiu que, embora tenha havido "algum empolado nos termos que usou", o bastonário "tem razão", assegurando que vários dos problemas apontados já foram corrigidos.

De acordo com Maria João Pais, foi criada uma área para os casos de urgência de ambulatório, assim como uma sala para procedimentos específicos de ortopedia. Também foi criada a figura dos "gestores de cama", que são médicos e enfermeiros responsáveis por uma triagem de forma a transferirem doentes estabilizados para internamento e que não tenham camas no hospital.

A responsável indicou que "não houve modificações nas condições técnicas, na forma de trabalho dos médicos e enfermeiros", explicando que as obras a decorrer na unidade passam, nomeadamente, pela construção de espaços privados de atendimento aos doentes. "Por o espaço físico não ser seguramente o ideal é que estão a decorrer as obras", sublinhou.

Sobre soluções alternativas enquanto decorrem os trabalhos, a directora clínica adiantou ser uma possibilidade recorrer a contentores temporários para arranjar espaço de atendimento. Excluída fica a hipótese de encerramento e transferência dos doentes para outras unidades, disse Maria João Pais, justificando que acabaria por se transferir o "problema para outros serviços de urgência que também têm dificuldade de funcionamento".

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