Direcção do Hospital de S. João garante que já não existe foco de tuberculose

12.12.2005 - 15:21 Por Lusa
O foco de infecção pelo bacilo da tuberculose no Hospital de S. João, no Porto, "já não existe", "não fazendo sentido" encerrar o serviço de Otorrinolaringologia, garantiu hoje o chefe do serviço de Pneumologia daquela unidade hospitalar.
Agostinho Marques afirmou que o foco de propagação de tuberculose no serviço de Otorrinolaringologia "já não existe" e que foram identificados e encaminhados para tratamento todos os casos de pessoas infectadas, através do rastreio realizado no hospital.
A direcção clínica confirmou a existência de três casos de tuberculose entre os 66 profissionais do serviço de Otorrinolaringologia, sendo que outras seis pessoas (entre médicos e enfermeiros) poderão também ter contraído a doença.
Segundo Agostinho Marques, o S. João admite que este foco possa ter contagiado mais "duas ou três pessoas", mas "serão pessoas que procuraram ajuda exterior" e não funcionários daquele serviço.
O responsável afirmou que o hospital nunca poderá ter a certeza sobre qual foi o caso que terá desencadeado este foco de tuberculose entre os profissionais do serviço de Otorrinolaringologia. Adiantou, contudo, que este ano "houve em mais do que um momento doentes com tuberculose [na Otorrinolaringologia], que foram libertando bacilos", nomeadamente dois casos na Primavera, um no mês passado e, provavelmente, doentes com tuberculose da laringe, que é particularmente contagiosa.
Para o clínico, esta concentração de casos de funcionários infectados pelos bacilos "é excepcional", mas "o problema está resolvido", não havendo qualquer motivo de alarme por parte da população.
"Houve um esforço para rastrear todos os casos e a atenção fez com que se encontrassem também formas latentes da tuberculose", disse. Os médicos e enfermeiros infectados ou "em estudo" estão "dispensados do serviço".

