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Protesto contra medida do Governo

Direcção da Associação Nacional de Farmácias demite-se contra baixa nos preços

29.09.2011 - 20:20 Por Lusa, PÚBLICO

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João Cordeiro diz que Associação Nacional de Farmácias foi marginlaizada João Cordeiro diz que Associação Nacional de Farmácias foi marginlaizada (Vasco Neves (Arquivo))
A direcção da Associação Nacional de Farmácias (ANF) demitiu-se esta quinta-feira em protesto por não ter sido ouvida na elaboração de um diploma, hoje aprovado, que promete baixar significativamente os preços dos medicamentos.

“A direcção da Associação Nacional de Farmácias, concluindo que foi marginalizada da discussão de uma problemática vital para os doentes e para a sobrevivência das farmácias, numa altura em que estas atravessam uma gravíssima crise económica e financeira, acabou de apresentar a sua demissão”, disse o presidente da organização, João Cordeiro, numa conferência de imprensa, citado pela agência Lusa. “Este é momento para não pactuar com esta decisão do Governo”, acrescentou João Cordeiro..

O Conselho de Ministros aprovou hoje um decreto-lei, com o novo regime de formação de preços dos medicamentos comparticipados e não comparticipados, os quais irão sofrer uma baixa generalizada.

O diploma altera os países que servem de referência à fixação dos preços – passam a ser Espanha, Itália e Eslovénia (actualmente eram Espanha, França, Itália e Grécia) – o que fará com que baixe tanto o valor pago pelo utente, como a comparticipação do Estado.

O novo regime prevê também a redução das margens das farmácias e dos grossistas e estabelece uma “margem fixa regressiva”, de modo a evitar que as farmácias passem os medicamentos mais caros. De acordo com o ministro da Saúde, Paulo Macedo, numa simulação para os 33 medicamentos mais vendidos, o Sistema Nacional de Saúde irá poupar cerca de 20 milhões de euros.

A ANF, porém, não apreciou a medida. “A situação [das farmácias] é muito delicada e exige muita responsabilidade”, disse João Cordeiro.

Apesar de a direção da ANF estar demissionária, João Cordeiro referiu que a associação tem “estruturas internas fortes” e adiantou que vai convocar uma assembleia-geral de delegados, para 15 de Outubro, e também das farmácias, para o dia 22 do mesmo mês, para “se encontrar uma solução”.

A medida do Governo também não agradou à Apifarma – a associação que representa a indústria farmacêutica em Portugal. Num comunicado citado pela Lusa, a Apifarma recorda que um protocolo anterior, para reduzir a despesa com medicamentos, já permitiu uma poupança em linha de conta com o memorando da troika.

“A despesa do SNS em ambulatório caiu 20% desde o início do ano, o que corresponde a uma poupança de 191 milhões de euros até Julho”, diz a Apifarma, considerando como “prematuro” o decreto-lei hoje aprovado.

Notícia actualizada às 20h53

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Ingenuidade

Todas estas pessoas que se dizem contentes com o sucedido ou que não têm pena das farmácias só ...

Filipe

30.09.2011 14:55

X

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