Chegaram dois linces ao Centro de Reprodução do Lince-Ibérico, Silves, e não quatro como inicialmente previsto, devido à demora no transporte de duas fêmeas, disse hoje fonte do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.
“A chegada das outras duas fêmeas (...) foi adiada para breve devido à sua demora, durante o dia de hoje, em entrarem nas caixas de transporte. Esta dificuldade na captura dos animais resulta do objectivo de se minimizar a indução de agitação adicional em todas as fases do processo de transferência entre centros de reprodução”, explica o comunicado do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, que não aponta uma data provável da chegada destas duas fêmeas a Silves.
“A adaptação ao novo espaço está a decorrer com tranquilidade: os dois linces já exploraram todo o espaço dos seus cercados e levaram cerca de uma hora a matar e a comer o coelho que foi dado a cada um”, afirmou, em comunicado, informou ainda o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Daman II, um macho nascido em 2007, e Érica, uma fêmea nascida no ano passado, foram transferidos do Centro de Cría de La Olivilla, em Jaén, na Andaluzia espanhola, juntando-se a Azahar, a fêmea transportada para o Algarve há cinco dias.
Até ao próximo mês de Dezembro devem chegar, faseadamente, os restantes 13 animais que Espanha cedeu a Portugal para estimular a reprodução da espécie em vias de extinção.
Existem actualmente 250 linces ibéricos na natureza e 74 em centros de reprodução, encontrando-se a maioria dos animais em cativeiro. Desde a década de 1980 que não existem populações estáveis de lince em Portugal, embora no ano 2000 tenham sido recolhidos dejectos de lince que comprovaram a sua presença em território nacional e desde aí se tenham registado alguns avistamentos da espécie em locais próximos da fronteira com Espanha.


