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Santa Maria

DIAP confirma recepção de relatório final da PJ, mas não revela conclusões

01.10.2009 - 21:58 Por Lusa

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O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa confirmou ter recebido hoje da PJ o relatório final relativo à investigação do caso dos doentes que ficaram cegos após intervenções oftalmológicas no Hospital de Santa Maria.

“Nesta data, a Directoria de Lisboa da Polícia Judiciária entregou no DIAP de Lisboa o processo da investigação do caso do Hospital de Santa Maria acompanhado do respectivo relatório final”, refere aquele órgão do Ministério.

“O Ministério Público não presta qualquer informação concreta sobre o resultado das investigações, enquanto não for proferida a decisão final do inquérito”, acrescenta o DIAP na sua informação. O Ministério Público elogia “a celeridade e o empenho com que foi executada a investigação criminal por parte da equipa da Polícia Judiciária”.

Entretanto, o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, assegurou hoje que todos os procedimentos de segurança se encontram salvaguardados na farmácia hospitalar, reagindo ao relatório da PJ que, segundo o “Expresso” online, aponta para negligência no caso da cegueira. O Hospital de Santa Maria reafirmou, também, o seu empenho no apuramento rigoroso dos factos que causaram a cegueira a seis doentes após intervenções oftalmológicas.

Segundo o “Expresso” online, há provas suficientes para indiciar, pelo menos, dois funcionários do hospital pelo crime de ofensas à integridade física por negligência no manuseamento da substância na farmácia daquela unidade de saúde. Os doentes que perderam a visão após uma intervenção cirúrgica no Hospital de Santa Maria receberam sem surpresa os resultados do relatório da PJ que indica que houve negligência na farmácia do hospital, segundo divulgou a mesma fonte.

“Já tínhamos chegado a essa conclusão”, disse à Lusa Walter Lago Bom, que está internado há mais de dois meses no Hospital de Santa Maria, após ter ficado cego dos dois olhos. “O produto não se faz sozinho. Não saiu da farmácia sozinho e não chegou ao hospital sozinho”, comentou o doente, adiantando que só faltava apurar se era “negligência, erro ou alguma brincadeira”.

Para Walter Lago Bom, a partir do momento em que o produto foi manuseado por alguém, algum erro teria sido cometido. Também Américo Palhota, que esteve internado 40 dias no Hospital de Santa Maria na sequência da intervenção oftalmológica ocorrida a 17 de Julho, não mostrou surpresa com os resultados do relatório. “Já desde o princípio que se calculava”, comentou Américo Palhota, afirmando que o erro só podia ser do laboratório ou da farmácia.

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