Dia da disfunção eréctil é hoje assinalado com alerta para o número crescente de casos

14.02.2010 - 09:07 Por Lusa
O dia da disfunção eréctil é assinalado hoje com um alerta para o aumento de casos e para a importância de procurar ajuda médica o mais cedo possível.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia, Rocha Mendes, alerta para o aumento em Portugal do problema da disfunção eréctil, que não encontra resposta satisfatória no serviço público de saúde, onde os médicos de família não têm tempo ou preparação adequada para ajudar os pacientes.
Esta doença é um reflexo da sociedade moderna, onde crescem problemas como a hipertensão, colesterol, diabetes, sedentarismo, obesidade ou tabagismo, frequentemente os principais responsáveis pela disfunção eréctil.
Por isso, esta patologia é normalmente um primeiro sinal de uma doença vascular grave, podendo antecipar um enfarte ou um acidente vascular cerebral.
Os doentes devem combater a inércia e o embaraço que a doença provoca e procurar ajuda logo que se apercebam de que algo está errado, não só para resolverem antecipadamente a questão sexual, mas também para prevenir problemas mais graves de origem circulatória, salienta o especialista.
Para assinalar este dia de forma romântica, sem pôr de lado um problema que afecta tantos casais, a Sociedade Portuguesa de Andrologia promove um passeio de eléctrico gratuito “pelos locais mais românticos de Lisboa”.
Entre as 08h00 e as 20h00, “todos os casais que subirem a bordo do Eléctrico do Desejo vão poder namorar tendo como cenário algumas das mais belas paisagens alfacinhas e falar e informar-se sobre a disfunção eréctil”.
Com início na paragem da Estrela, o eléctrico percorrerá o Chiado e o Largo Camões, passando pela Lapa, Santos ou Graça, e os casais podem subir e descer sempre que quiserem nas paragens aderentes.
Estima-se que a disfunção eréctil afecte 500 mil portugueses, um número que o presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia considera não ser fiável por resultar da extrapolação de números internacionais e não de estudos realizados em Portugal.

