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Todos estão bem, apesar do susto

Dez portugueses estão na zona do sismo, só um permanece incontactável

13.05.2008 - 19:27 Por Lusa

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O último balanço dá conta de 12 mil mortos O último balanço dá conta de 12 mil mortos (Aly Song/Reuters)
Pelo menos dez portugueses estão na província de Sichuan, onde segunda-feira ocorreu um sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter, não tendo ainda sido possível contactar um deles, adianta a Lusa.

Além do futebolista Fernando Semedo Pina, que alinha pelo Sichuan Football Club, e do estudante João Ferreira da Silva, o Governo português conseguiu contactar também com dois outros portugueses que estão a trabalhar naquela região.

Entretanto, o gabinete do secretário de Estado das Comunidades indicou que o Governo foi contactado pelo pai de uma jovem portuguesa, que estará também na zona de Sichuan, mas, até ao momento, ainda não foi possível contactá-la.

Oficialmente, o Governo tem apenas conhecimento destes cinco portugueses na província. Contudo, a Lusa conseguiu falar com mais uma jovem portuguesa que está com um colega, também português, abrigada na empresa onde ambos trabalham, a 92 quilómetros do epicentro do sismo.

Dois outros portugueses, um homem e uma mulher, estão numa aldeia da região e, depois de várias horas incontactáveis, conseguiram esta tarde falar com familiares. “Ela ligou agora. Está tudo bem”, explicou o irmão da portuguesa.

Um décimo português, o jovem Paulo Xavier, que está a estudar chinês na Universidade de Sichuan, na cidade de Chengdu, revelou que está bem, apesar do susto de ontem. Num telefonema com a agência portuguesa contou que “casa tremeu como se fosse um barco numa tempestade” durante o abalo.

Segundo o último balanço, mais de 12 mil pessoas perderam a vida no sismo de ontem, com epicentro no distrito de Wenchuan, mas as autoridades temem que o número final seja muito superior já que milhares são dadas como desaparecidas, temendo-se que estejam presas nas ruínas dos edifícios que desabaram.

A secretaria de Estado das Comunidades volta, “mais uma vez”, a pedir aos portugueses que viajam para o estrangeiro, “em trabalho, missões ou férias” para se registarem nos consulados ou nas embaixadas.

Para incentivar este processo, a secretaria de Estado das Comunidades vai criar na sua página oficial na Internet “uma ficha de inscrição para que as pessoas voluntariamente indiquem para onde vão e durante quanto tempo”. “No caso de haver uma situação como esta saberemos onde as pessoas estão e poderemos apoiá-las”, explicou o gabinete.

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Comentário + votado

Historias das Embaixadas e Consulados Portugueses

Eu se começasse a contar historias de mal tratamento dos consulados e embaixadas portuguesas ficava ...

Anónimo

15.05.2008 03:43

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