Pelo menos dez portugueses estão na província de Sichuan, onde segunda-feira ocorreu um sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter, não tendo ainda sido possível contactar um deles, adianta a Lusa.
Além do futebolista Fernando Semedo Pina, que alinha pelo Sichuan Football Club, e do estudante João Ferreira da Silva, o Governo português conseguiu contactar também com dois outros portugueses que estão a trabalhar naquela região.
Entretanto, o gabinete do secretário de Estado das Comunidades indicou que o Governo foi contactado pelo pai de uma jovem portuguesa, que estará também na zona de Sichuan, mas, até ao momento, ainda não foi possível contactá-la.
Oficialmente, o Governo tem apenas conhecimento destes cinco portugueses na província. Contudo, a Lusa conseguiu falar com mais uma jovem portuguesa que está com um colega, também português, abrigada na empresa onde ambos trabalham, a 92 quilómetros do epicentro do sismo.
Dois outros portugueses, um homem e uma mulher, estão numa aldeia da região e, depois de várias horas incontactáveis, conseguiram esta tarde falar com familiares. “Ela ligou agora. Está tudo bem”, explicou o irmão da portuguesa.
Um décimo português, o jovem Paulo Xavier, que está a estudar chinês na Universidade de Sichuan, na cidade de Chengdu, revelou que está bem, apesar do susto de ontem. Num telefonema com a agência portuguesa contou que “casa tremeu como se fosse um barco numa tempestade” durante o abalo.
Segundo o último balanço, mais de 12 mil pessoas perderam a vida no sismo de ontem, com epicentro no distrito de Wenchuan, mas as autoridades temem que o número final seja muito superior já que milhares são dadas como desaparecidas, temendo-se que estejam presas nas ruínas dos edifícios que desabaram.
A secretaria de Estado das Comunidades volta, “mais uma vez”, a pedir aos portugueses que viajam para o estrangeiro, “em trabalho, missões ou férias” para se registarem nos consulados ou nas embaixadas.
Para incentivar este processo, a secretaria de Estado das Comunidades vai criar na sua página oficial na Internet “uma ficha de inscrição para que as pessoas voluntariamente indiquem para onde vão e durante quanto tempo”. “No caso de haver uma situação como esta saberemos onde as pessoas estão e poderemos apoiá-las”, explicou o gabinete.


