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Investigação

Dez pessoas, incluindo polícias, acusadas de corrupção e gravações ilícitas

07.05.2009 - 17:17 Por Lusa

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O Ministério Público (MP) acusou dez arguidos, incluindo polícias, num processo relativo a investigações privadas desenvolvidas por detectives particulares com a colaboração de elementos policiais. A informação foi revelada hoje pela Procuradoria-Geral Distrital (PGD) de Lisboa.

A acusação dos dez pessoas, todas do sexo masculino, abrange os crimes de denúncia caluniosa, gravações e fotografias ilícitas, ameaça, coacção agravada, perturbação da vida privada, dano, furto, detenção de arma proibida, corrupção activa, corrupção passiva, peculato de uso, violação de segredo por funcionário e acesso ilegítimo a dados.

Segundo a PGD de Lisboa, um dos arguidos “simulava ser mulher e contactava homens por ‘chat’ e telefone”. Depois, “ameaçava, injuriava, perseguia, coagia, danificava bens desses homens e dos respectivos familiares quando aqueles cessavam os contactos”.

“Para molestar os homens e os respectivos familiares, o (primeiro) arguido obtinha informações sobre a rotina diária da vida pessoal, privada, social e profissional de todos eles”, para o que contratou dois “detectives particulares”, refere o MP.

Estes por sua vez – adianta o MP – contrataram “dois agentes da PSP e dois inspectores da PJ”, também arguidos neste processo, que “tinham acesso a dados e meios reservados à investigação criminal, fornecendo informação aos detectives a troco de dinheiro”.

Outros dois arguidos “realizavam alguns trabalhos de vigilância” e um outro ainda, “empregado num ‘call center’ de uma operadora telefónica”, fornecia dados sobre comunicações.

Segundo o MP, além das pessoas que o primeiro arguido queria “molestar”, os demais arguidos investigaram a vida de outros cidadãos, a pedido de terceiros. Fotografaram-nos, vigiaram-nos e seguiram-nos ou “indagaram informação sobre a vida deles, sem o seu consentimento”, acrescenta o MP.

Os polícias envolvidos no caso foram “alvo de procedimento disciplinar nas respectivas entidades”.

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GRAVE

O grave desta como de outras questões,é o facto de termos policias envolvidos.É minha opinião ...

Anónimo

07.05.2009 18:36

X

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