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Ventura Leite foi contra o sentido de voto da sua bancada

Deputado do PS critica atraso na aplicação de medicamentos em unidose

23.01.2008 - 19:22 Por Lusa

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O PS diz que faltam estudos técnicos para avaliar a segurança da medida O PS diz que faltam estudos técnicos para avaliar a segurança da medida (DR)
O deputado do PS Ventura Leite criticou hoje o atraso na aplicação da legislação que prevê a prescrição de medicamentos em unidose nas farmácias, considerando que a medida é urgente e pouparia ao Estado milhões de euros.

O deputado socialista absteve-se hoje na votação de um projecto de resolução do CDS-PP a recomendar ao Governo a aplicação da prescrição de medicamentos em unidose, contrariando o sentido de voto da sua bancada, que rejeitou o diploma.

Ventura Leite, eleito pelo distrito de Setúbal, disse que irá entregar uma declaração de voto a justificar a sua abstenção, dizendo que "está em perfeita sintonia com o interesse nacional de que o país reduza a despesa em medicamentos".

No debate parlamentar, o deputado do PS Jorge Almeida considerou o diploma do CDS-PP redundante por a medida estar já prevista na lei, e referiu que a sua aplicação depende de estudos técnicos que ainda não estão concluídos.

Logo "que os estudos técnicos que garantam a segurança e a avaliação do novo sistema estejam concluídos, exigiremos a sua operacionalização", afirmou Jorge Almeida.

Ventura Leite defendeu que "os estudos já deveriam estar concluídos há muito tempo", frisando que foi o próprio primeiro-ministro que "anunciou essas medidas em Maio de 2006".

"O LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil] em poucos meses descobriu que havia uma localização melhor para o aeroporto...", frisou, defendendo que "é urgente a adopção de medidas para reduzir a despesa do Estado e dos utentes com medicamentos".

O deputado socialista foi, juntamente com o deputado Jorge Almeida, autor de um projecto de resolução com o mesmo objectivo aprovado por unanimidade no ano passado. No entanto, explicou que só não votou a favor do diploma do CDS-PP por discordar "do método e do oportunismo do CDS-PP que ignoraram os antecedentes" da questão.

Quanto "ao conteúdo, que é o essencial para os portugueses", Ventura Leite disse estar de acordo, frisando que "em 2005, Portugal consumiu per capita mais 20 euros em medicamentos que Espanha" e que esses valores podiam ser reduzidos se avançassem na prática as medidas já previstas na lei.

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