Em causa as taxas para internamento e cirurgia

Deco acusa Governo de criar imposto para financiar sistema nacional de saúde

30.03.2007 - 17:31 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A Deco lembra que o internamento e cirurgia dependem de uma decisão médica A Deco lembra que o internamento e cirurgia dependem de uma decisão médica (Carlos Lopes/PÚBLICO)
A associação para a defesa dos consumidores Deco acusou hoje o Governo de criar não uma taxa moderadora mas um "novo imposto" para financiar o Sistema Nacional de Saúde (SNS), ao introduzir taxas para o internamento e a cirurgia na rede pública.

"Estamos a falar de um novo imposto, e não de uma taxa moderadora. A introdução de taxas moderadoras foi justificada com a necessidade de combater o consumo exagerado dos cuidados médicos. Mas este argumento não é válido para o internamento e cirurgia, que dependem de uma decisão médica", argumentou o secretário-geral da Deco, Jorge Morgado.

O que o Governo está a fazer é a desenvolver uma "nova forma de financiamento" do SNS, "baseada no princípio do utilizador-pagador".

"É extraordinariamente perigoso implementar na saúde este princípio [do utilizador-pagador] porque isso significa que, progressivamente, quem tem de pagar o SNS são os doentes. É uma medida socialmente muito injusta".

Jorge Morgado lembrou que os portugueses já pagam o SNS através dos impostos que lhes são cobrados e que a Constituição da República Portuguesa determina que o SNS é tendencialmente gratuito. "Com estas novas taxas está-se a alterar aquele princípio fundamental e a substitui-lo pelo princípio do tendencialmente pago".

Estatísticas

  • 14 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1289835

Comentário + votado

Pois é, mais uma vez quem vai pagar a fava é a cla...

Pois é, mais uma vez quem vai pagar a fava é a classe média que paga religiosamente os impostos é ...

Anónimo

30.03.2007 20:39

X

Mais em Sociedade (8 de 16 artigos)

Gonçalo Ribeiro Telles lembrou a inexistência de referências ambientais Especialistas dizem que defesa do Ambiente é “interesseira”