O PCP já veio criticar a desactivação dos radares do sistema de vigilância da costa portuguesa. O CDS-PP lamenta "mais um erro" do Ministério da Administração Interna, tutelado por Rui Pereira.
O deputado comunista António Filipe lamenta que o sistema não tenha sido substituído a tempo, sublinhando que deviam ter sido tomadas medidas porque era previsível que o que existia ia ficar obsoleto.
“O que há aqui de negativo é o facto de ter havido um sistema que ficou obsoleto, sendo que era previsível que isto ia acontecer porque o sistema não fica obsoleto de um dia para o outro”, disse à Lusa o deputado do PCP.
O antigo sistema de radares já foi desligado em Novembro, deixando o litoral a ser vigiado por binóculos e patrulhamentos da GNR.
O Governo argumenta, porém, que o controlo da costa nunca esteve em causa e que as apreensões de droga e do pescado até aumentaram em relação ao ano anterior.
“Isto não nos tranquiliza porque, sendo positivo [o aumento das apreensões], poderia levar a concluir que não era preciso sistema nenhum”, sublinhou António Filipe.
“Evidentemente que temos autoridades que se esforçam e fazem o melhor para que, mesmo na falta deste sistema, a costa não fique desprotegida”, admitiu o deputado. No entanto, realçou, “se o Estado decide investir num sistema electrónico de vigilância da costa, é porque é necessário”.
Para o deputado, o importante agora é que o sistema esteja “montado o mais rapidamente possível e que as obras que estão em curso se concluam sem que haja derrapagens”.
Por isso, garantiu, o PCP irá “continuar a acompanhar esta questão com preocupação”.
O CDS-PP também já veio dizer que este é mais um erro do Ministério da Administração Interna, tutelada por Rui Pereira.
“É absolutamente lamentável e é mais um erro daquilo que tem sido uma gestão terrível da parte do MAI em vários dossiers. Todos nós temos memória do que aconteceu com os blindados, com as eleições, e este é um processo que há bastante tempo o CDS também tem denunciado”, referiu o deputado Nuno Magalhães citado pela TSF.


