Dadores aumentam 100 vezes para acudir a aplasia medular do filho de Carlos Martins

20.11.2011 - 14:17 Por José Bento Amaro
A campanha para recolha de sangue, em consequência do drama que se abateu sobre a família do futebolista Carlos Martins, cujo filho sofre de uma doença na medula chamada aplasia, já ultrapassou as fronteiras de Portugal. Em Espanha, e até na Rússia, sucedem-se apelos para que apareçam novos dadores. Em Lisboa, a recolha, no Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, aumentou 100 vezes. Dos cinco dadores/dia passou-se para os 500.
Neste domingo, quando o ponteiro do relógio assinalar o minuto 17 do jogo entre o Granada e o Maiorca, a contar para a liga espanhola de futebol, a assistência será novamente sensibilizada para a doença do pequeno Gustavo, de três anos, cujo pai actua no clube andaluz e enverga a camisola com o mesmo número do minuto para o qual está marcada a iniciativa.
Também na Rússia, onde actua outro jogador internacional português, Danny, já está em marcha uma campanha tentando angariar novos dadores. O futebolista, em conferência de imprensa do seu clube, apelou para que todos os que possam se disponham a doar sangue, lembrando que o gesto pode contribuir para salvar vidas em qualquer local do mundo.
A doença de Gustavo tem gerado uma verdadeira corrida aos locais de doação, sucedendo-se as recolhas em todo o país. Ontem recolheu-se sangue em Paredes, Palmela, Samora Correia e Castelo Branco. Embora sem dados oficiais, fonte do centro de registo e recolha sediado na Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa, garantiu que a adesão foi muito elevada, ao ponto de todo o pessoal disponível ter sido canalizado para essas tarefas.
A aplasia medular é uma doença que se pode manifestar através de anemias, infecções contínuas ou perda frequente de mucosas. A medula óssea deixa de produzir os componentes sanguíneos (hemácias, plaquetas e leucócitos) que são responsáveis pelo transporte de oxigénio, geram anticorpos e promovem a coagulação do sangue.

