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Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco

Crise pode aumentar número de crianças em risco

21.10.2008 - 20:06 Por Lusa

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Armando Leandro pediu mais atenção por parte das entidades responsáveis Armando Leandro pediu mais atenção por parte das entidades responsáveis (Manuel Roberto (arquivo))
O presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, admitiu hoje na Nazaré que o número de crianças em risco pode aumentar com as consequências da crise financeira para as famílias.

"É sempre possível, naturalmente, que as dificuldades podem repercutir-se em maior stress dos pais, em maiores dificuldades no acompanhamento dos filhos, mas não é inevitável", afirmou o responsável à margem do Encontro das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) do Oeste. O responsável defendeu a este propósito uma maior atenção por parte "das entidades que têm responsabilidade na prevenção e promoção dos direitos das crianças".

"Há um alerta especial para que estejamos atentos às crianças e procurarmos que as consequências da crise se repercutam o menos possível no seu bem-estar", adiantou o presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, garantindo que as CPCJ estão preparadas para dar resposta.

O presidente da Comissão Nacional reconheceu ainda "haver um aumento pouco significativo em relação ao ano passado, por ora". "Não há uma aumento significativo, mas há a continuação do fenómeno de que não havendo, na nossa convicção, mais casos, há cada vez mais disponibilidade para os detectar", referiu.

Já no decurso do encontro, e dirigindo-se, sobretudo, a técnicos de oito CPCJ dos distritos de Leiria e Lisboa, Armando Leandro reconheceu que "os problemas de que as comissões sofrem é de não terem representantes com tempo bastante para o exercício das funções". O responsável considerou também ser necessário que as instituições que integram as CPCJ entendam que "ao indicarem alguém para essas comissões não estão a perder esse elemento". Ao invés, "ganham em parceria, encontro de saberes, transdisciplinaridade", sublinhou.

Lembrando que mais de 70 por cento das medidas aplicadas aos menores em risco passam pelo "acompanhamento junto de pais ou de familiares", Armando Leandro declarou ser "necessário que haja equipas que o façam". "Se não for intensivo, não resulta", salientou o presidente da Comissão Nacional, observando: "Não se acompanha uma família por telefone ou com uma visita de vez em quando".

Armando Leandro acrescentou que está em curso a formação dos técnicos das CPCJ e a informatização dos processos relativos aos menores. Sobre este último aspecto, destacou a sua importância "na harmonia de decisões e de intervenções".

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CRISE?! QUAL CRISE?! Desde que o PS ganhou as eleições , o país tem estdo a progredir rumo ao ...

Amadis de Gaula

21.10.2008 20:19

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