A Organização Internacional para as Migrações (OIM) indica hoje que nos últimos dois anos o número de imigrantes que integra o Programa de Retorno Voluntário que permite aos estrangeiros sem recursos regressar ao país natal aumentou. O principal motivo para regressar a casa é o desemprego, causado pela crise portuguesa.
Segundo revela hoje a Rádio Renascença, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras também tem registado um acréscimo no número de imigrantes que pretendem abandonar Portugal. O SEF descreve o grupo de estrangeiros que mais procura saída de Portugal como sendo composto por uma maioria de homens, oriundos do Brasil, Angola, Ucrânia e Roménia, com idades entre os 20 a 49 anos, tendo passado um ou dois anos em Portugal.
Quanto aos dados da Organização Internacional para as Migrações, entre Janeiro e Julho de 2005 saíram de Portugal ao abrigo do programa de retorno 236 pessoas, mais 10 do que em todo ano de 2004. Os imigrantes procuram aqueles serviços devido a uma situação de desemprego, mas também por falta de integração da comunidade estrangeira.
As associações de imigrantes confirmam a tendência. Fernando Ka, presidente da Associação Guineense, disse à Renascença temer que o fluxo de estrangeiros de regresso a casa se agrave com a continuação da crise, revelando que hoje já há muitos imigrantes que vêem Portugal como um ponto de passagem para outro Estado-membro da União Europeia.


