A criminalidade violenta aumentou 10,7 por cento em 2008 face a 2007, de acordo com o Relatório de Segurança Interna relativo ao ano passado, que o Governo apreciou hoje em Conselho de Ministros e apresentou no Ministério da Administração Interna. A criminalidade geral teve uma subida de 7,5 por cento.
O Relatório Anual de Segurança Interna de 2008 indica que as forças de segurança registaram um total de 421.037 crimes (mais de 1100 por dia), dos quais 24.313 foram graves e violentos.
Entre os crimes violentos, destacam-se os assaltos a bancos e a bombas de gasolina, que aumentaram praticamente para o dobro.
Verificaram-se 230 roubos a bancos, contra 108 em 2007, e 468 assaltos a postos de abastecimento de combustível, contra 241 no ano anterior.
Homicídios subiram 7,5 por cento, para 143
Registou-se, também, um aumento dos homicídios voluntários (mais de sete por cento) e dos casos de ofensas à integridade física (aproximadamente 15 por cento).
No ano passado, foram assassinadas 143 pessoas, mais dez do que em 2007 (um aumento de 7,5 por cento), e 761 foram agredidas violentamente, mais 99 que no ano anterior (uma subida de 15 por cento).
As autoridades detectaram 138 casos de tráfico de seres humanos em 2008, a maior parte envolvendo mulheres brasileiras e moçambicanas, num domínio onde as denúncias são limitadas principalmente pela "opacidade social, o encobrimento" e estereótipos sociais que "impedem a identificação" de potenciais vítimas.
A violência doméstica em Portugal matou dez pessoas, com mais de duas mil queixas mensais comunicadas à polícia, a maior parte sobre mulheres, um “aumento significativo” em relação a 2007 apontado no Relatório.
Segundo os dados hoje divulgados, registou-se uma média de 2312 queixas mensais por violência doméstica, equivalendo a 76 queixas diárias, a maior parte comunicadas à Polícia de Segurança Pública (PSP).
Assaltadas 30 mil residências
Perto de 30 mil residências foram assaltadas em 2008, representando um aumento de cerca de 33 por cento face a 2007, revela o Relatório Anual de Segurança Interna.
Os dados do Relatório Anual de Segurança Interna indicam também que “carjacking” subiu 22,59 por cento face a 2007, tendo outra das subidas da criminalidade violenta ocorrido nos roubos a estações de correios.
Lisboa, Porto, Setúbal, Faro, Aveiro e Braga são os distritos com as mais elevadas taxas de criminalidade, apesar de Leiria e Aveiro terem registado as maiores subidas face a 2007
No ano passado foram assaltadas perto de 30 mil residências (um aumento de cerca de 33 por cento face ao ano precedente) e foi ordenada a expulsão de quase dois mil dos 3736 cidadãos estrangeiros detectados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em situação ilegal no país.
Depois de ter sido analisado, na segunda-feira, pelo Conselho Superior de Segurança Interna, órgão interministerial e de consulta do Governo nesta área e que é presidido pelo primeiro-ministro, o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) será a curto prazo entregue na Assembleia da República.


