Crianças e Jovens em Risco: Dulce Rocha lamenta falta de vontade política

19.09.2005 - 11:07 Por PUBLICO.PT
A ex-presidente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco, Dulce Rocha, que é hoje substituída no cargo, acusa os sucessivos Governos de falta de vontade política para resolver as questões relacionadas com os jovens em risco.
Em declarações à Rádio Renascença, Dulce Rocha lamenta a falta de meios da comissão e confessa que deixa o cargo com a sensação de que muito ficou por fazer.
"Há mais vontade política para os estádios de futebol. Há mais vontate política para os grandes empreendimentos", elencou a magistrada.
"Desde que eu cheguei a estas áreas, há mais de 20 anos, que se ouve falar na falta de meios", disse, explicando que hoje "temos de contar já com essas dificuldades".
Dulce Rocha indica que teve "algumas [dificuldades] acrescidas com as quais não contava, como por exemplo ter trabalhado com vários membros do Governo, ter de explicar todos os projectos várias vezes".
Outra questão que lamenta é o facto de, "inicialmente", a Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco não ter tido orçamento. "O nosso plano de acção nunca foi homologado", acrescentou.
A ex-responsável referiu ainda que "houve alguns constrangimentos", mas afirmou que "isso não é razão para não se fazerem as acções que devem ser feitas."
O juíz conselheiro Armando Leandro assume hoje funções como presidente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco.

