O procurador do Ministério Público recuou, ontem de manhã, em Gondomar, na acusação a seis dos 24 arguidos do processo Apito Dourado, retirando a acusação a Valente Mendes, Sérgio Sedas e João Mesquita e a outros três arguidos.
Contrariamente ao que foi ontem noticiado pela Lusa, Gonçalo Silva, procurador do Ministério Público no processo do Apito Dourado, não pediu a condenação dos 24 arguidos mas de 21, tendo recuado no número de crimes imputados a José Luís Oliveira (menos três crimes de corrupção desportiva), Francisco Costa (menos um crime de corrupção para acto ilícito) e Carlos Carvalho (menos um crime de corrupção desportiva activa).
Nas suas alegações finais o Ministério Público retirou ainda as acusações que pendiam sobre os ex-árbitros Valente Mendes e Sérgio Sedas e sobre o assessor João Mesquita.
O procurador referiu que António Eustáquio (ex-árbitro, acusado de dois crimes de corrupção desportiva) deverá ser beneficiado por ter sido o único arguido a falar durante todo o processo. "Quanto a Eustáquio, é de elogiar que tenha falado pelo que deve ser beneficiado", frisou Gonçalo Silva.
O Ministério Público considerou ainda que ficou demonstrado, pela produção de prova, que “Valentim Loureiro era o real mentor dos jogos do Gondomar SC”. Nas suas alegações finais, Gonçalo Silva recordou o que consta da acusação.
A relação entre Pinto de Sousa (antigo presidente do Conselho de Arbitragem da FPF) e José Luís Oliveira (ex-presidente do Gondomar Sport Clube e principal arguido) foi também abordada por Gonçalo Silva para quem “a combinação resultou na nomeação de 23 árbitros na época 2003/04”.
A acusação referia que os árbitros para os jogos do Gondomar eram nomeados por Pinto de Sousa a pedido de José Luís Oliveira “com o intuito de beneficiarem este clube em troca de contrapartidas”. A troco da nomeação de árbitros favoráveis ao clube, Pinto de Sousa obteria o apoio de Valentim Loureiro, à data presidente da Liga, à sua reeleição para o Conselho de Arbitragem.


