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Exames periciais determinaram várias correspondências

Corpo encontrado na barragem deverá ser o da segunda jovem desaparecida em Santa Comba

27.06.2006 - 09:11 Por Adelino Gomes, Tânia Laranjo (PÚBLICO)

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Os mergulhadores terminaram ontem as buscas no rio Os mergulhadores terminaram ontem as buscas no rio (Paulo Novais/Lusa (arquivo))
Os exames periciais efectuados ao corpo encontrado desmembrado na Barragem da Aguieira, em Santa Comba Dão, no passado dia 1 de Junho, determinaram várias correspondências com Mariana - a segunda jovem desaparecida em Outubro do ano passado naquela cidade e, ao que tudo indica, lançada ao rio nessa altura. O alegado homicida é um ex-cabo da GNR, suspeito da morte de mais duas jovens, Cristina e Joana.

As autoridades aguardam agora os resultados dos exames complementares pedidos ao Instituto de Medicina Legal (IML), para confirmar as correspondências de ADN entre o cadáver e a jovem desaparecida, mas deram já instruções aos Bombeiros de Penacova e aos Sapadores de Coimbra para que terminem as buscas com mergulhadores.

Ontem foi, então, o último dia em que os mergulhadores dos bombeiros tentaram procurar o que restava do cadáver no rio Mondego, junto à Ponte de Raiva (onde os corpos terão sido lançados à água), prosseguindo hoje as acções apenas com botes, junto à margem. As autoridades acreditam ainda ser possível fazer qualquer outra descoberta, designadamente de partes do corpo de Mariana, atendendo a que os níveis da barragem continuam a manter-se baixos.

Família não reconheceu corpo de Joana

Ao que o PÚBLICO apurou, os especialistas do IML informaram ontem as autoridades de que não era possível identificar o corpo encontrado no passado sábado, no primeiro dia das buscas, através das impressões digitais. Vai, assim, ser necessário fazer comparações de ADN entre as vítimas e os seus familiares, devendo os resultados só ser conhecidos nos próximos dias.

No entanto, tudo indica que o corpo que foi encontrado no rio é efectivamente o de Joana, a rapariga de 17 anos desaparecida em Maio passado, já que diversas características físicas correspondem. O facto de estar no rio há mais de um mês impossibilitou, no entanto, que o cadáver pudesse ser reconhecido pela família.

Quando foi encontrado, o corpo da jovem estava envolto em sacos de rações de animais, tal como o de Cristina, a jovem que desapareceu a 22 de Maio de 2005 e cujo cadáver foi encontrado na Figueira da Foz. O corpo ficou preso à margem depois de os níveis do rio terem sofrido um abaixamento, acabando por ser descoberto pelos bombeiros e elementos da PJ. Quando, a 1 de Junho, descobriram o outro cadáver, as autoridades encontraram também sacos de rações de animais idênticos aos agora detectados.

O suspeito, ex-cabo da GNR e actualmente em prisão preventiva, já admitiu a autoria dos três homicídios. A autópsia ao corpo que se presume ser de Joana será fundamental para determinar se a morte aconteceu da mesma forma que a de Cristina - por estrangulamento, embora ainda tivesse sido lançada ao rio com vida.

Quanto ao terceiro corpo, não será possível determinar a causa da morte, devido ao estado em que foi encontrado.

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