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Em prisão domiciliária

Co-piloto detido na Venezuela pede ajuda para provar inocência

31.05.2005 - 14:41 Por Lusa

O co-piloto português detido na Venezuela por suspeita de tráfico de droga pediu hoje a Portugal que o defenda e que o ajude a provar a sua inocência, manifestando-se esperançado nas diligências das autoridades portuguesas. Luís Santos recomeça a ser julgado depois de amanhã.
A tripulação encontrou cocaína ocultada em malas A tripulação encontrou cocaína ocultada em malas (Fernando Veludo/PÚBLICO)

"As autoridades portuguesas possuem documentação com factos concretos que confirmam a minha inocência, que a manuseiem e a apresentem ao governo venezuelano. Que defendam um concidadão que está inocente e preso há mais de sete meses por ter tomado uma atitude profissional", disse Luís Santos, que se encontra em prisão domiciliária em Caracas desde 22 de Dezembro.

Apesar do apelo e de considerar que inicialmente o apoio de Portugal "foi muito pouco ou nenhum", Luís Santos reconhece que desde há três meses "alguma coisa está a ser feita". "Fico esperançado quando um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma que o governo português pediu ao seu homólogo venezuelano que separasse o processo" do dos outros arguidos, especificou.

O Governo português pediu há cerca de um mês ao seu homólogo venezuelano a separação do processo do co-piloto do dos restantes arguidos mas, segundo o porta-voz do ministério, até ao momento não houve qualquer resposta das autoridades venezuelanas.

Depois do adiamento sucessivo das sessões do julgamento, que começou a 9 de Dezembro, Luís Santos acredita que em breve conseguirá provar a sua inocência. "Já passaram mais de sete meses e continuo muito esperançado que, depois dos sucessivos adiamentos e da mudança do juiz titular do processo, a partir de dia 2 de Junho as coisas decorram de forma célere e que possa, finalmente, ter oportunidade de provar a minha inocência e, consequentemente, sair em liberdade", acrescentou.

Luís Santos, que é piloto privado da Tinairlines, referiu que está a ser defendido por um grupo de advogados pagos pelo seu empregador que pretendem também conseguir a libertação do avião Citation X retido na Venezuela desde Outubro.

"A Tinairlines é quem paga o meu salário mensal, as ajudas de custo que me permitem sobreviver e os honorários da minha defesa aqui na Venezuela", disse.

O co-piloto foi detido em Outubro de 2004 e é acusado pelo Ministério Público venezuelano - juntamente com três portuguesas e seis venezuelanos - de tráfico de substâncias estupefacientes na modalidade de transporte na sequência da localização, pela própria tripulação, de várias malas com cerca de 400 quilogramas de cocaína que seriam enviadas para Portugal num avião Citation X. O processo envolvia ainda o piloto e a hospedeira da aeronave, que foram libertados nos primeiros dias de Novembro.

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