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Quatro milhões terão viabilizado o Freeport em Zona de Protecção Especial

Contas do tio de Sócrates em paraísos fiscais suspeitas de canalizar "luvas"

23.01.2009 - 10:41 Por Paulo Miguel Madeira

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O primeiro-miniitro foi co-autor do despacho que reduziu a área de ZPE do estuário do Tejo três dias antes de eleições O primeiro-miniitro foi co-autor do despacho que reduziu a área de ZPE do estuário do Tejo três dias antes de eleições (Carlos Lopes (arquivo))
Há suspeitas de que empresas controladas por um tio de José Sócrates em paraísos fiscais, controladas através de outras empresas suas, tenham sido utilizadas para a passagem de quatro milhões de euros em “comissões destinadas a um ex-ministro do Governo de António Guterres”, noticia hoje a imprensa diária.

Essas comissões visariam conseguir o licenciamento do Freeport, um centos comercial de preços mais baixos junto a Alcochete, numa área que era Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo desde 1994, decorrente da aplicação da directiva aves da UE.

O Freeport é um investimento de uma empresa inglesa, a Freeport Plc. A área onde está implantado, à entrada de Alcochete, foi desanexada nos últimos dias do Governo de António Guterres, quando José Sócrates era ministro do Ambiente.

Ontem os investigadores da Polícia Judiciária e do Ministério Público apreenderam documentos relativos aos paraísos fiscais (conhecidos também como off-shores) no escritório de um tio do primeiro-ministro, Júlio Coelho Monteiro. Segundo relata o diário “Correio da Manhã” as comissões em causa seriam para distribuir por vários intervenientes.

Investigadores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) explicaram por seu lado ao “Diário de Notícias” que foram precisamente as suspeitas de que as contas controladas pelo tio de Sócrates em paraísos fiscais teriam sido utilizadas com aquela finalidade que levaram os investigadores a fazer buscas na sua casa e empresa.

O caso Freeport arrasta-se em público desde 2005, quando a PJ lançou uma série de buscas antes das eleições legislativas, ganhas por José Sócrates – que foi co-autor do despacho assinado três dias antes das eleições de 2002 que reduziu a área de ZPE do estuário do Tejo.

A investigação decorre de suspeitas de corrupção e branqueamento, e as buscas efectuadas ontem – também num dos maiores escritórios de advogados do país, o de Vasco Vieira de Almeida, e no atelier do arquitecto do projecto do Freeport, Capinha Lopes – visavam a apreensão de documentos que comprovassem os indícios.

As autoridades inglesas enviaram no início desta semana uma carta às autoridades judiciais portuguesas em que são pedidas novas diligências às autoridades portuguesas.

O extinto semanário O Independente chegou a revelar um documento da PJ onde o nome do actual primeiro-ministro figurava numa lista de suspeitos.

Ontem, José Sócrates sugeriu que o ressurgimento agora deste caso teria a ver com interesses eleitorais, pois o país entrou agora em ano eleitoral e as notícias de 2005 antecederam eleições legislativas. Pediu também o seu rápido esclarecimento.

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Ladrões ?

O único ladrão que a justiça parece conhecer, é o sr Vale e Azevedo. Todos os demais ...

Kamarov

11.09.2011 14:13

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