Num período de apenas seis meses, entre Janeiro e Junho deste ano, a Polícia Judiciária (PJ) constituiu 1234 arguidos por suspeitas de prática de crimes económicos. No mesmo espaço temporal, segundo revelam os dados estatísticos coligidos pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ, foram congeladas contas bancárias cujo valor ultrapassa os 46 milhões de euros.
Do total de arguidos há 357 cujos casos, depois de remetidos ao Ministério Público, resultaram na dedução de acusação.
Quanto aos detidos, de acordo com a UNCC, ascenderam a 95 nos primeiros seis meses do ano, sendo que 36 estão indiciados por crimes de corrupção, nove por peculato, três por burla tributária, 23 por falsificação de moeda, dois por falsificação de documentos, um por abuso de poder e 18 por burla qualificada.
A PJ salienta também o facto de no primeiro semestre terem sido apreendidos mais de 11,5 milhões de euros em bens diversos, dos quais se destacam as viaturas, as jóias e o tabaco que, de resto, é o produto de maior valor, ascendendo a cerca de dez milhões de euros.
A PJ apreendeu ainda um barco (cujo valor ainda não foi estimado) e mais de uma dezena de armas de fogo.


