• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Envie-nos uma pergunta sobre um problema da sua rua, bairro ou cidade
  • Houston, temos um problema, disse Obama
  • João queria morrer sozinho, mas acabou por matar a filha

Recurso vai seguir para tribunal

Conservador rejeita pedido de casamento de Teresa e Lena

02.02.2006 - 12:25 Por PUBLICO.PT

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A 7ª conservatória do Registo Civil de Lisboa indeferiu o pedido de casamento apresentado por Teresa e Lena, as duas primeiras mulheres a tentar casar-se em Portugal. As alegações de recurso, depositadas já ontem, vão assim seguir para Tribunal Cível da Comarca de Lisboa.
 (André Kosters/Lusa)

Ontem, em declarações aos jornalistas, Luís Grave Rodrigues, o advogado das duas mulheres, garantiu que o processo judicial a desencadear poderá ir até Tribunal Constitucional, não excluindo a hipótese de recorrer mesmo ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

A defesa alega a inconstitucionalidade do artigo 1577º do Código Civil, segundo o qual o casamento só pode ser celebrado entre duas pessoas de sexo diferente, uma vez que o artigo 13º da Lei Fundamental proíbe a discriminação com base na orientação sexual.

"A Teresa e a Helena estão firmes em levar a luta até ao fim. Queremos justiça num Estado de direito", afirmou o advogado, em declaraçõs à Lusa, após o anúncio da decisão. "Neste momento a bola está do lado do conservador, que irá enviar o recurso para o Tribunal Cível de Lisboa", declarou.

Apesar do indeferimento, Luís Grave Rodrigues elogiou o conservador por ter referido no despacho hoje conhecido que iria encaminhar o assunto para os serviços técnicos da Direcção Geral de Serviços e Notariado.

Teresa e Helena entregaram ontem na 7ª conservatória do Registo Civil de Lisboa os documentos necessários ao processo de casamento - uma iniciativa inédita em Portugal.

Confrontado com o pedido, rodeado de grande mediatismo, o conservador Rogério de Carvalho adiou uma decisão para hoje, sustentando que "todos os processos precisam de ser devidamente estudados e analisados".

O responsável explicou que a decisão seria tomada com base no Código Civil, mas também na Constituição e admitiu auscultar outras instâncias, nomeadamente a Direcção-Geral dos Registos e do Notariado e a Procuradoria-Geral da República.

  • 170 leitores
  • 15 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1246623

Comentário + votado

Deus e justo e sua justica se manifesta...Deus nao...

Deus e justo e sua justica se manifesta...Deus nao aprova isso...

Anónimo

03.07.2007 17:23

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.