Denúncia do Sindicato Independente dos Médicos

Confusão nos centros de saúde com consultas online

26.02.2010 - 07:53 Por Alexandra Campos

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Haverá mesmo centros de saúde onde"a normal marcação de consultas está suspensa". Haverá mesmo centros de saúde onde"a normal marcação de consultas está suspensa". (Daniel Rocha (arquivo))
A marcação de consultas médicas em centros de saúde através da Internet, um novo serviço designado e-agenda, está a obrigar à desmarcação de consultas programadas e a gerar confusão em algumas destas unidades.

A denúncia é feita pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) que, no seu site, afirma que "todas as consultas já programadas têm de ser desmarcadas" e "os horários dos médicos refeitos e submetidos a demorado processo de aprovação administrativa".

Segundo o SIM, haverá mesmo centros de saúde onde, devido à introdução deste novo serviço, "a normal marcação de consultas está suspensa".

"É normal que haja alguma agitação sempre que se alteram rotinas de trabalho", reage o vice-presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), Fernando Mota.

Admitindo o "impacto organizacional" desta iniciativa, Fernando Mota não crê, porém, que esteja a afectar substantivamente as consultas programadas. Até porque, apesar de o grau de adesão à marcação de consultas on-line estar a aumentar de dia para dia, estas ainda representam uma percentagem ínfima do total - eram perto de 40 mil, até à semana passada, adiantou o responsável.

A possibilidade de marcação electrónica de consultas é uma medida "simpática e desejável", mas será que "justifica o investimento e a canseira", tendo em conta "a confusão que está a gerar" e os resultados até agora obtidos, pergunta o dirigente do SIM, Jorge Silva.

O sindicalista lembra, a propósito, que em 2007 o total de consultas médicas nos centros de saúde ascendeu a perto de 29 milhões, para dar uma ideia da pouca importância desta iniciativa, e recorda que os profissionais dos centros de saúde se debatem ainda com várias insuficiências a nível informático, nomeadamente problemas de banda larga em diversas unidades.

Jorge Silva chama ainda a atenção para o facto de muitos utentes dos cuidados de saúde primários não utilizarem computadores, o que os coloca em posição de desvantagem face aos outros.

Foi em Janeiro que o novo serviço de marcação de consultas foi alargado às cinco administrações regionais de saúde do país, após um período experimental em Lisboa e Vale do Tejo.

Acessível através do sitehttps://servicos.portaldasaude.pt, o e-agenda permite aos utentes do Serviço Nacional de Saúde marcarem consultas e aos que têm doenças crónicas pedirem receitas médicas on-line. Para isso necessitam de introduzir o número de utente e uma palavra-passe.

No início - o serviço foi oficialmente alargado a todo o país em 7 de Janeiro -, várias dificuldades técnicas causaram muitos protestos de pessoas que não conseguiam aceder ao sistema. Uma situação que agora estará normalizada, apesar de vários centros de saúde ainda não terem disponibilizado vagas para a marcação de consultas através desta via.

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A confusão

Mário é?A confusão deve estar é na sua cabeça.Fala de uma coisa que ...

Pois

26.02.2010 09:41

X

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