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Morreram 17 pessoas

Condutores de acidente na A23 começam hoje a ser julgados

19.11.2009 - 10:01 Por José Bento Amaro

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O condutor do autocarro que se despistou a 5 de Novembro de 2007 na A23, próximo do Fratel, Vila Velha de Ródão, provocando a morte a 17 dos 37 passageiros, vai enfrentar uma acusação de homicídio por negligência. No julgamento, que se inicia hoje em Castelo Branco, é também arguida, e com a mesma proposta de acusação, uma mulher que conduzia um ligeiro e que terá colidido com o autocarro quando do acidente.

A moldura penal para esta situação vai até três anos de prisão por cada morte. Neste caso, tal como explicou ao PÚBLICO o advogado João Marcelo, que defende a maior parte das famílias das vítimas, far-se-á, em caso de condenação, o cúmulo jurídico, o qual poderá resultar numa pena mínima de três anos.

Segundo as peritagens que ocorreram após o acidente, o autocarro, propriedade da Câmara de Castelo Branco, terá tombado por uma ravina depois de ter andado vários metros a ziguezaguear na estrada e após ter embatido no ligeiro conduzido pela arguida.

"A condutora bateu no autocarro porque este, ao contrário do que estipula a lei, não estaria a circular junto à berma, não facilitando desse modo a manobra de ultrapassagem do ligeiro", explicou João Marcelo, adiantando que, no momento da colisão, o pesado de passageiros estaria a cerca de um metro e meio da berma da estrada.

As peritagens efectuadas permitiram concluir que no momento do acidente o autocarro circulava a 90 quilómetros/hora e o ligeiro de passageiros a 120 quilómetros/hora. O autocarro transportava um grupo de idosos que se tinham deslocado, em excursão, a Fátima e à Nazaré.


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