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Corpos das vítimas começaram a ser recuperados

Companhia aérea vai indemnizar familiares das vítimas da queda de avião na Venezuela

16.08.2005 - 19:41 Por AFP

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O avião da West Caribbean fazia a ligação entre o Panamá e a ilha Martinica, nas Caraíbas O avião da West Caribbean fazia a ligação entre o Panamá e a ilha Martinica, nas Caraíbas (Alejandro Bolivar/EPA)
A companhia aérea colombiana West Caribbean anunciou que irá indemnizar as famílias das vítimas da queda de um dos seus aviões, hoje, no norte da Venezuela, na qual morreram 152 passageiros e oito tripulantes. As operações para recuperar os corpos das vítimas já tiveram início.

“Os seguros efectuados pela companhia são válidos o que permitirá efectuar as indemnizações previstas neste tipo de casos”, indicou o responsável da protecção civil colombiana, Carlos Montealegre, em declarações à estação de televisão pública Venezuela.

O responsável sublinhou ser “certo” que as famílias das vítimas vão obter apoios mas explicou que é ainda “muito cedo” para estabelecer valores ou suspender os serviços da companhia West Caribbean. “As investigações não terminaram. Neste momento, não avançaremos com nenhuma sanção, nem suspensão das actividades da companhia”, frisou Carlos Montealegre, quando ainda são desconhecidas as causas para o acidente.

Em Julho passado, a West Caribbean suspendeu durante uma semana os seus voos por imposição dos serviços de aeronáutica civil colombiana para trabalhos de manutenção dos seus aparelhos. A suspensão ocorreu após um acidente ocorrido a 26 de Março com um pequeno avião Let 410 de West Caribbean.

O aparelho despenhou-se poucos minutos após a descolagem na ilha de Providence, nas Caraíbas. Seis dos doze passageiros e dois tripulantes morreram no acidente.

Hoje, um avião fazia a ligação entre o Panamá e a ilha Martinica, nas Caraíbas, quando o piloto deu conta de problemas no motor durante um contacto com a torre de controlo do Aeroporto de Caracas, na Venezuela, cerca das 08h00 em Lisboa (03h00 locais). Dez minutos mais tarde, as autoridades perderam contacto com o avião. Segundo Francisco Paz, presidente do Instituto Nacional de Aviação, as autoridades aeroportuárias perderam contacto com o avião quando este sobrevoava a região de Machiques, no estado de Zulia.

Pouco depois confirmava-se a queda do aparelho, um MD-82, e que não havia sobreviventes. De acordo com o director da protecção civil venezuelana, German Bracho, a maioria dos ocupantes eram franceses e os tripulantes tinham nacionalidade colombiana.

Os corpos das vítimas começaram a ser retirados entre os destroços do avião, sendo depois transportados em helicópteros para o aeroporto de Maracaibo, segundo adiantou o responsável pelas operações de socorro, o major Pérez Pacheco. No aeroporto estarão elementos da Cruz Vermelha para dar apoio às famílias das vítimas.

O Presidente francês, Jacques Chirac, já manifestou a sua “forte emoção” pela tragédia, estando “em contacto permanente como o primeiro-ministro [Dominique de Villepin], no sentido de que todas as medidas necessárias sejam tomadas no local com as autoridades venezuelanas e de que seja criada uma célula de crise no Ministério dos Negócios Estrangeiros para a informação das famílias”, como explica um comunicado do Governo francês.

O ministro francês do Ultramar, François Baroin, vai deslocar-se à Venezuela porque várias das vítimas eram originárias de Martinica, um dos quatro territórios ultramarinos franceses na América, juntamente com a Guiana, Guadalupe e Saint Pierre et Miquelon.

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