A Comissão Parlamentar de Saúde pediu explicações urgentes ao Governo sobre o funcionamento da Linha de Saúde 24, por considerar que eventuais falhas no atendimento daquele serviço telefónico põem em causa o combate à propagação da gripe A.
"Se a linha não consegue atender as pessoas que se lhe dirigem, estamos confrontados com um problema complicado, de não possibilidade de cumprimento das normas definidas pelo próprio Ministério da Saúde para controlar a propagação da doença", disse à Lusa a presidente da comissão, Maria de Belém Roseira.
Salientando que nos últimos dias surgiram notícias de "muitas situações de espera exagerada ou mesmo de não atendimento da Saúde 24", a deputada socialista referiu que a Comissão Parlamentar de Saúde "tem interesse em saber a verdadeira situação e as medidas que o Governo vai tomar para a ultrapassar", pelo que dirigiu quarta-feira ao Executivo um pedido de explicações com carácter de urgência.
"Entretanto pedi ao senhor presidente da Assembleia da República para autorizar a Comissão Eventual a reunir no caso de essas explicações não serem suficientes ou no caso de pretendermos aprofundar essa matéria", adiantou.
A Linha de Saúde 24 tem actualmente 350 enfermeiros que atendem exclusivamente os cidadãos que queiram informações sobre a gripe A e dispõe de mais 75 profissionais no atendimento telefónico de saúde pública.
Segundo dados da Direcção-Geral de Saúde, o tempo médio de espera para quem liga o 808 24 24 24 é de apenas cinco minutos, facto que não impediu a ministra da Saúde, Ana Jorge, de criticar o funcionamento do serviço nem a empresa que o gere ter decidido reforçá-lo.
Fonte do ministério disse à Lusa que da reunião de ontem entre o director-geral de Saúde e o responsável da empresa que gere a linha saiu o compromisso de reforçar o serviço com "mais meios humanos e técnicos", prevendo-se que esteja concluído "dentro de uma semana", altura em que será feito um balanço.


