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Declarações durante a cerimónia dos 98 anos da GNR

Comandante-geral da GNR admitiu que aplicação da Lei Orgânica "não foi fácil"

03.05.2009 - 16:01 Por Lusa

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O comandante-geral da GNR aproveitou a ocasião para fazer o balanço da actividade em 2008 O comandante-geral da GNR aproveitou a ocasião para fazer o balanço da actividade em 2008 (Pedro Elias (arquivo))
O comandante-geral da GNR admitiu hoje que a aplicação da nova Lei Orgânica "não foi nem é fácil" e garantiu que será corrigido o que houver para corrigir. O tenente-general Nelson dos Santos falava na cerimónia comemorativa dos 98 anos da GNR, que hoje decorreu na Praça do Império, em Lisboa e que foi presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

"A implementação da Lei orgânica não foi nem é, ainda, fácil. As consequências no funcionamento da Guarda foram significativas e o completo ajustamento a uma nova orgânica e a um modelo de relacionamento demorará algum tempo a sedimentar", afirmou.

O comandante-geral da GNR aproveitou a ocasião para fazer o balanço da actividade em 2008, onde se destacam as 1.300 detenções por tráfico ou posse de droga, os 7,7 milhões de doses de canabinóides apreendidos, as 13.400 doses de cocaína, 176 mil de heroína e 7.399 doses de drogas sintéticas.

Na área de fiscalização e prevenção rodoviária foram fiscalizados mais de dois milhões de condutores, abertos seis milhões de autos de contra-ordenação e a redução de cerca dez por cento dos acidentes de viação.

No âmbito das infracções fiscais e aduaneiras foram detectadas cerca de 19 mil e as apreensões de mercadorias que fez entrar nos cofres do Estado mais de 1,7 milhões de euros.

O comandante-geral falou também da acção da GNR no plano internacional, sublinhando os 421 militares destacados para Timor-Leste e 98 para a Bósnia Herzegovina.

Garantindo que conhece os anseios e preocupações dos militares da GNR, Nelson dos Santos lembrou os 144 elementos que tiveram de receber tratamento hospitalar por agressão e os nove que foram vítimas de tentativa de atropelamento.

Por sua vez, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira enumerou várias medidas tomadas pelo governo nomeadamente policiamento de proximidade, prevenção, na luta contra a criminalidade de massas, violenta e grave e na entrada em vigor da Lei de Segurança interna e Lei de Investigação Criminal.

"A segurança é a primeira das prioridades e a última das demagogias", sustentou.

Rui Pereira aproveitou a oportunidade para falar do aumento de militares da GNR, com a integração de mais 2.300 elementos e da aprovação do estatuto profissional que garantiu estar para breve.

A cerimónia, que durou cerca de duas horas e meia terminou com um desfile de todas as valências da GNR entre equipas cinotécnicas, a cavalo, Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro e Corpo de Operações Especiais.

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