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Mas discorda de prisão perpétua para o “monstro de Mariquita”

Colômbia: igreja pede castigo exemplar para homem que violou a filha durante mais de 20 anos

30.03.2009 - 13:21 Por PÚBLICO

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Arsebio Alvarez Quintero, o "monstro de Mariquita", negou a acusação de violação feita pela filha Arsebio Alvarez Quintero, o "monstro de Mariquita", negou a acusação de violação feita pela filha (Reuters)
A igreja colombiana manifestou-se hoje contra a cadeia perpétua para Arsebio Alvarez Quintero, o homem conhecido agora como o "monstro de Mariquita" que, soube-se ontem, violou a filha durante mais de 20 anos. A rapariga, agora com 32 anos, que denunciou o pai, teve 8 crianças dessa relação de incesto.

O secretário geral da Conferência Episcopal colombiana, monsenhor Fabián Marulanda, citado pela Rádio Caracol, afirmou que “esta é uma notícia traumatizante, que comove e desperta sentimentos muito fortes”, e pediu um castigo “exemplar”, para que outros violadores tomem o castigo como exemplo.

Mas defendeu também que a prisão perpétua, tal como foi aplicada no caso de Josep Fritzl na Áustria seria como aplicar uma pena de morte. Fritzl foi condenado a prisão perpétua no passado dia 19 de Março, por ter isolado a filha numa cave durante 24 anos e de a ter violado e engravidado.

“Isso seria instaurar a pena de morte na Colômbia”, disse o prelado sobre a pena abolida em 1910 naquele país. Mas frisou: “O país precisa que este castigo seja exemplar”, classificando pessoas como este pai, de “gente doente”.

“É muito difícil para alguém perceber como é que um pai de família pode chegar a estas condutas odiosas”. E adianta que a igreja colombiana acredita que haverá mais “monstros de Mariquita” pela Colômbia. “Eu pessoalmente já passei por regiões onde se ouvem relatos da existência de incesto. É algo que não é raro em algumas regiões, talvez pela interioridade, por serem círculos pequenos, por estarem fechados sobre si mesmos. É algo que até se pode explicar, mas não justificar”.

O caso chocou a pequena localidade rural de Mariquita, no sudoeste da Colômbia, província de Tolima. Alba Alvarez, agora com 32 anos, decidiu denunciar o pai, ao fim de mais de 20 anos de abusos. A rapariga diz que tudo começou quando a mãe morreu, tinha ela cerca de 5 anos. O primeiro filho nasceu tinha Alba apenas 13 anos. Alba diz que decidiu denunciar o pai para evitar que as filhas passassem pelo mesmo.

O homem, na casa dos 60 anos, que se declarou inocente, foi preso sob fortes medidas de segurança para evitar o linchamento pela população.

Gilma Jiménez, vereadora da Câmara de Bogotá, a capital colombiana, e activista dos direitos dos menores, não conseguiu evitar a comparação com o caso austríaco de Fritzl. Mas realçou as diferenças: “Na Áustria o país mobilizou-se, aqui isto acontece todos os dias sem que ninguém faça nada para o evitar”.

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Comentário + votado

a tolerência ecxcessiva da igreja católica

a igreja católica excomungou os médicos brasileiros por fazerem abortar uma criança de 9 anos ...

Anónimo

30.03.2009 16:53

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