A Colômbia confirmou esta manhã o seu primeiro caso de gripe A H1N1, tornando-se no 19º país a ser atingido pelo surto detectado há uma semana no México. Num balanço divulgado ao final da tarde, a OMS revelou ter validado 787 casos, em 19 países, 20 dos quais mortais.
Segundo o ministro da Saúde de Bogotá, “um das 18 amostras enviadas ao Centro para o Controlo de Doenças [CDC] nos Estados Unidos revelou-se positivo”, mas há outros 108 pacientes em observação, por suspeita que possam ter sido infectados.
Diego Palacio adianta que o doente com diagnóstico confirmado reside nos arredores de Bogotá e regressara nos últimos dias de uma viagem ao México. O paciente está já em casa e o seu estado não inspira cuidados, adiantou.
A Colômbia não consta ainda da última lista divulgada pela OMS, que dá conta de um de 18 países atingidos pelo surto, dez dos quais na Europa.
No México, estão confirmados 506 casos, 19 dos quais mortais, enquanto nos Estados Unidos 226 pessoas foram infectadas (incluindo um bebé que acabou por morrer), em 30 estados do país. No Canadá, o terceiro país mais afectado pelo surto, a OMS validou 85 casos.
Na Europa, o Ministério da Saúde espanhol anunciou ao final da tarde ter a confirmação laboratorial de 44 casos de gripe A H1N1, incluindo de duas pessoas que não estiveram no México, mas apenas seis pacientes permanecem internados. No Reino Unido, ministro da Saúde diz ter confirmação de 18 casos (15 dos quais validados pela OMS).
Os restantes países com casos confirmados de gripe A H1N1 são: Alemanha (8 casos), Áustria (1), Coreia do Sul (1), Costa Rica (4, as autoridades locais referem quatro casos), Dinamarca (1), França (dois), Holanda (1), Itália (1), Irlanda (1), Israel (3), Nova Zelândia (4) e Suíça (1) e a região administrativa especial de Hong-Kong, na China(1).
Ontem, o director da rede de Alerta e Reacção Global da OMS explicou que até ao momento “ainda não há provas de uma transmissão comunitária sustentada fora da América do Norte”. Por isso, “os próximos dias na Europa” serão determinantes para determinar se será ou não declarada a situação de pandemia (surto sustentado em pelo menos duas regiões do globo).
Notícia actualizada às 22h46


